Falta de peças derruba vendas das concessionárias em outubro

Setor automotivo teve um recuo de 24,5%, o pior resultado para o mês desde 2016

  • Por Jovem Pan
  • 05/11/2021 10h22 - Atualizado em 05/11/2021 11h00
ThisisEngineering RAEng/UnsplashApós reabrirem, com a melhora da situação da pandemia, as montadoras e concessionárias não conquistaram a recuperação esperada

A falta de peças derrubou as vendas do mercado automotivo em outubro. Houve um recuo de 24,5% sobre 2021, o pior resultado para o mês desde 2016. O presidente da Fenabrave, a Federação das Concessionárias, Alarico Assunção Junior, irá rever projeções para o segundo ano de pandemia. “Nós iniciamos o ano com crescimento de 16%, caímos para 13% e fomos pra 11%, e provavelmente, agora, no dia 1º, nós devemos fazer uma nova revisão. O ponto grave de toda a situação é lamentavelmente que as montadoras e fabricantes estão com falta de componente a nível mundial”, afirma. As montadoras e as concessionárias foram fechadas em 2020 em razão do isolamento social e da chegada da pandemia do novo coronavírus. Se imaginava para 2021 uma grande recuperação, mas a falta sistemática de peças paralisa as linhas de montagem.

O Brasil tem capacidade para produzir cinco milhões de veículos. Produziu no ano passado dois milhões. E há uma expectativa agora negativa de que esse valor não seja atingido em 2021. “Está faltando, hoje, alumínio, pneu, uma série de peças e componentes. Então, tá muito sério. A nossa crença é de que isso possa se normalizar a partir do primeiro semestre de 2022”, diz Assunção. Foram vendidos 162 mil carros comerciais leves, caminhões e ônibus. No acumulado do ano, os emplacamentos atingiram 1 milhão e 740 mil veículos, uma alta de 9,5% sobre janeiro a outubro de 2020. Nas lojas, os clientes têm longa espera por modelos em falta, e os usados estão valorizados, principalmente os seminovos.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos