França fecha mesquita em Paris após decapitação de professor
O governo da França determina, nesta quarta-feira, 21, no Conselho de Ministros, a dissolução do coletivo pró-palestina Cheikh Yassine. Segundo as autoridades francesas, o grupo está diretamente envolvido no assassinato do professor de história Samuel Paty, decapitado após ter mostrado uma caricatura do profeta Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão. O líder do coletivo, o militante Abdelhakim Sefrioui, esteve na escola antes da morte do docente junto com o pai de uma aluna responsável por uma mobilização contra Paty e a escola. Um vídeo gravado pelo homem condenando a postura do professor circulou nas redes sociais e foi compartilhado pela página do Facebook de uma mesquita.
O governo francês determinou o fechamento do templo por seis meses. O líder da mesquita disse que compartilhou o vídeo não como uma forma de validação do conteúdo, mas por medo de que as crianças muçulmanas estivessem desamparadas em sala de aula. Até esta terça-feira, 10 pessoas continuavam detidas na investigação que busca entender o desenrolar do assassinato. Entre elas estão cinco estudantes que teriam aceitado dinheiro para ajudar o autor do crime, Abdullakh Anzorov, a identificar o docente.
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Na esteira de ações do governo francês contra movimentos islâmicos radicais, o coletivo contra a Islamofobia na França e a Associação BarakaCity também foram extintos. Samuel Paty receberá a maior honraria francesa, a Legion d’Honneur – que em tradução livre é Legião de Honra – por ter “sido martirizado pela profissão”. Nesta quarta, mais uma homenagem será feita a Paty na Universidade de Sorbonne, com presença do presidente Emmanuel Macron. Este é o segundo atentado desde o início do julgamento dos responsáveis pelo massacre do Charlie Hebdo. No mês passado, um homem atacou duas pessoas que fumavam em frente a antiga sede do periódico, em Paris.
*Com informações da repórter Nanny Cox
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