Gorinchteyn afirma confiança em plano de imunização anunciado por Doria: ‘Estamos progredindo’

No domingo, 13, o governador anunciou que toda a população de SP com mais de 18 anos vai receber pelo menos a primeira dose contra a Covid-19 até 15 de setembro

  • Por Jovem Pan
  • 14/06/2021 08h00 - Atualizado em 14/06/2021 10h47
REUTERS/Pilar Olivares/27/01/2021 Início da imunização, desde janeiro, reduziu o número de internações -- e também abaixou a idade média de 66 para 56 anos

O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, está confiante com o calendário de vacinação contra a Covid-19 em São Paulo. No domingo, 13, o governador João Doria anunciou que toda população do Estado acima de 18 anos vai receber pelo menos a primeira dose da vacina até o dia 15 de setembro — inicialmente, a previsão era 31 de outubro. “Toda a estrutura do calendário vacinal está baseada no que vai ser enviado pelo Ministério da Saúde. Nesta semana completamos a entrega de cinco milhões de doses da CoronaVac para o Plano Nacional de Imunização. Receberemos dois milhões de doses da Janssen, que foi prometida pelo Ministério, entre outras. Estamos progredindo.” Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Gorinchteyn lembrou do estudo realizado em Serrana, no interior do Estado.

Os dados mostraram a efetividade da CoronaVac na vacinação em massa: diminuição de 96% nos óbitos, 86% nas internações e 85% nos casos. Segundo ele, o início da imunização, desde janeiro, reduziu o número de internações nas UTIs — e também abaixou a idade média de 66 anos para 56 anos, indicando que os idosos, grupo já vacinado, está ficando menos doente em estado grave. De acordo com as previsões, 75% da população vacinada com duas doses seria o suficiente para controlar a pandemia. “Não podemos olhar 500 mil mortos e achar que isso é natural”, completou o secretário. Sobre a imunização de crianças e adolescentes, Jean Gorinchteyn disse que o Estado vai seguir as recomendações da Anvisa — até agora, apenas a vacina da Pfizer foi liberada para maiores de 12 anos. Mas, para ele, isso não é motivo de preocupação — já que o estudo feito em Serrana indicou que uma boa cobertura vacinal em adultos é capaz de proteges as faixas etárias menores.