Governo aprova contratar usinas térmicas para reforçar sistema elétrico

Reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste estão quase no limite da operação; presidente Jair Bolsonaro fez novo apelo por economia de energia

  • Por Jovem Pan
  • 10/09/2021 10h47 - Atualizado em 10/09/2021 10h48
Reprodução/Agência de Notícias do ParanáUsinas térmicas podem deixar a conta de energia ainda mais cara

O governo aprovou nessa quinta-feira, 10, a contratação de usinas térmicas para reforçar a recuperação dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras entre 2022 e 2025. O modelo da operação ainda será definido. Como o custo dessa geração tende a ser mais alto, cresce a preocupação em relação ao impacto nas contas de luz. Os reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, a fonte do setor elétrico brasileiro, estão com menos de 20%, quase no limite da operação. Em entrevista ao programa “A Voz do Brasil“, o secretário de energia elétrica do Ministério de Minas e Energia, Cristiano Vieira da Silva, reconheceu que  a falta de chuvas nos próximos meses preocupa. “Os reservatórios hidrelétricos estão com algo em torno de 28% da capacidade de armazenamento. Se pensarmos em uma caixa d’água, 70% dela está vazia. É uma situação que requer muito atenção. Nós temos mais dois meses pela frente, então temos o final de setembro, outubro e novembro até a caracterização da próxima estação úmida”, explica.

Na live desta quinta feira, 9, o presidente Jair Bolsonaro admitiu a crise e recomendou economizar em casa. “Eu peço a você agora, se puder desligar uma lâmpada, desligue. Nós estamos enfrentando a maior crise hidrológica da história do Brasil. Novembro começa, se Deus quiser, a época de chuva. Se não chegar, a gente vai ter um problema. Mas da para colaborar agora, apagando uma luz”, pediu o presidente. As usinas térmicas representam atualmente cerca de um terço da energia gerada no país. Por causa do uso elevado desta fonte, a Agencia de Energia Elétrica (Aneel) criou a sobretaxa de R$ 14,20 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. Para incentivar a redução do consumo, indústrias e residências que economizarem terão desconto na tarifa.

*Com informações da repórter Carolina Abelin