Grandes empresas brasileiras prometem diminuir os rastros ambientais de seus negócios

O que motiva o grande capital é a pressão de investidores, consumidores e parceiros internacionais, cada vez mais atentos às práticas ambientais, sociais e de governança

  • Por Jovem Pan
  • 29/08/2021 11h06 - Atualizado em 29/08/2021 13h40
Reprodução / Twitter @embraerUma das empresas que se comprometeu a diminuir os rastros ambientas é Embraer, que promete, em 20 anos, ser neutra em carbono

Grandes empresas brasileiras prometem diminuir os rastros ambientais de seus negócios. O país ainda não tem nenhuma política oficial para precificar a emissão de carbono. Em países mais adiantados, a empresa que polui mais, pode pagar mais impostos. Quem polui menos, pode ganhar benefícios. Mesmo sem um mercado regulado por aqui, alguns grandes grupos anunciam metas de redução de emissão de forma voluntária. O que motiva o grande capital é a pressão de investidores, consumidores e parceiros internacionais, cada vez mais atentos às práticas ambientais, sociais e de governança. A Embraer, por exemplo, promete, em 20 anos, ser neutra em carbono. No mesmo prazo, a BRF, dona da Sadia e Perdigão, quer zerar suas emissões líquidas. O grupo JBS antecipou para 2025 o objetivo de acabar com o desmatamento ilegal nas fazendas de seus fornecedores indiretos no Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga.

As indústrias Suzano pretendem aumentar suas metas climáticas. Por ser de base florestal, a fabricante de papel e celulose já retira mais gases de efeito estufa da atmosfera do que emite. Recentemente, a Klabin, uma das principais concorrentes da Suzano, também divulgou novos compromissos ambientais. O setor de petróleo também se movimenta rumo à descarbonização. A SBM Offshore, uma fornecedora holandesa de plataformas marítimas, está investindo em estruturas mais sustentáveis e com baixa emissão. Recentemente, a Associação dos Grandes Consumidores de Energia concluiu um projeto para diminuir as emissões geradas pela produção de energia elétrica na Amazônia. Como a região não está integrada ao sistema elétrico nacional, moradores e empresas dependem de fontes ainda muito poluentes, a maioria delas termelétricas que operam queimando óleo diesel. A ideia da Abrace é substituir a geração fóssil por renovável, conectando painéis solares à rede de energia para diminuir o uso do óleo e a poluição.

*Com informações da repórter Juliana Tahamtani