Greve de funcionários da CPTM prejudica passageiros em SP; 4 linhas são afetadas

Linhas 9 – Esmeralda e 10 – Turquesa não estão funcionando; linhas 7 – Rubi e 8 – Diamante circulam de forma parcial

  • Por Jovem Pan
  • 15/07/2021 08h58 - Atualizado em 15/07/2021 10h14
Foto: FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO - 15/07/2021 De acordo com o presidente da CPTM, Pedro Teron Moro, apesar da necessidade, solicitar a operação Paese é inviável

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) amanheceu em greve nesta quinta-feira, 14. A linha 9 – Esmeralda não está funcionando. Já a linha 7 – Rubi está circulando entre as estações Barra Funda e Caieiras, a 8 – Diamante entre Barra Funda e Barueri e a 10 – Turquesa entre Santo André e Tamanduateí. Nessas estações, a integração acontece normalmente. As linhas 11 – Coral, 12 – Safira e 13 – Jade foram afetadas. Os funcionários da CPTM estão discutindo na Justiça o reajuste salarial e, diante das dificuldades na negociação, o sindicato decretou a paralisação a partir da meia-noite de hoje. A reportagem da Jovem Pan esteve na estação Grajaú, na zona sul da capital, onde passageiros se aglomeraram nas primeiras horas da manhã, inclusive bloqueando a via. Apesar da presença de policiais militares, não houve registro de brigas ou vandalismos. Por volta das 9h24, a Avenida Senador Teotônio Vilela ainda estava bloqueada.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o presidente da CPTM, Pedro Tegon Moro, fez um apelo para que os funcionários retomem as atividades e não prejudiquem a população. “O setor dos transportes foi um dos mais prejudicados na pandemia, com queda expressiva na demanda e na arrecadação. No primeiro momento, houve queda de 80% na demanda. Hoje operamos com 40% de queda na arrecadação. Isso inviabiliza a negociação salarial com a categoria. Apesar disso, durante toda a pandemia, não houve demissão ou redução salarial. Todos receberam em dia, acima da média salarial e com benefícios.”

Segundo ele, todas as medidas legais serão tomadas e a CPTM aguarda decisão da Justiça do Trabalho. De acordo com ele, apesar da necessidade, solicitar a operação Paese é inviável. “O Paese não dá conta de atender uma necessidade tão grande. São 180 quilômetros de linha paralisada. O Paese utiliza a frota residual das empresas de ônibus para atender trajetos pontuais. São 1,2 milhão de passageiros prejudicados.” Pedro Moro afirmou que a SPTrans e a EMTU atenderam prontamente aos pedidos de reforço na região em torno das estações. Em nota, a SPTrans disse que “determinou as empresas de ônibus para que mantenham a operação da frota operacional em 100% ao longo do dia”.