Hipopótamos de Pablo Escobar viram problema na Colômbia
Quase 30 anos após a morte do maior traficante das Américas, Pablo Escobar volta a ser assunto por causa dos hipopótamos que ele criava em um zoológico particular. O grupo de animais se multiplicou e agora tomam conta dos pântanos da Colômbia. Cientistas alertam que os mamíferos estão se espalhando por um dos principais cursos de água do país, o rio Magdalena. Seus dejetos estão mudando a química e os níveis de oxigênio da água e levando ao florescimento de algas nocivas a pessoas e animais. Além disso, os hipopótamos têm sido uma ameaça direta à segurança dos colombianos, por serem animais ferozes. Por não terem predadores naturais na América do Sul, eles se reproduzem com muito mais facilidade do que na África.
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De acordo com um estudo publicado na revista Biological Conservation, o abate dos animais seria a única forma de diminuir o impacto ambiental. Se nada for feito, a situação pode ficar fora de controle em apenas 10 ou 20 anos. Cerca de 30 animais precisariam ser abatidos ou castrados todos os anos. A ascensão dos chamados “hipopótamos da cocaína” começou em 1993, depois que as autoridades mataram Pablo Escobar e confiscaram sua propriedade em Hacienda Napoles. Inicialmente eram apenas quatro animais, hoje o governo contabiliza algo em torno de 80 a 120 pela região.
*Com informações da repórter Livia Fernanda