Infectologista alerta para avanço da varíola dos macacos e cita grupos suscetíveis a casos graves

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Raquel Muarrek também falou sobre os cuidados necessários para prevenção contra o vírus

  • Por Jovem Pan
  • 13/10/2022 09h23
Cynthia S. Goldsmith / Centers for Disease Control and Prevention / AFP Vírus da varíola dos macacos vistos através do microscópio Surto de varíola dos macacos atinge principalmente países da Europa

O Estado de São Paulo registrou a primeira morte causada pela varíola dos macacos nesta quarta-feira, 12. A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde, que informou que o paciente tinha 26 anos, vivia na capital paulista era portador de diversas comorbidades. Ele estava internado desde o começo de agosto no Hospital Emílio Ribas. Essa foi a sétima morte pela doença no país, que soma mais de 7 mil casos até o momento. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, desta quinta-feira, 13, a infectologista Raquel Muarrek falou sobre o avanço da doença, citando que alguns grupos estão mais suscetíveis a desenvolverem casos graves da varíola dos macacos. “Ele (o quadro) tem que apresentar de acordo com a gravidade ou com a imunodeficiência do paciente. Se o paciente é oncológico, transplantado ou que usa alguma medicação de imunodeficiência, ele está muito mais propenso a pegar um vírus apresentando um quadro mais grave. O que são os quadros mais graves? Uma encefalite, um quadro de miocardite, uma pneumonia, etc. Ele é muito mais grave em gestante e em crianças. Nessas pessoas, que precisam de um sistema imune mais rápido, ele apresenta quadro de evolução mais rápido”, explicou Raquel.

A infectologista ainda falou sobre as características desse vírus, lembrando suas similaridades com a varíola humana e lembrando dos alertas para a população. “A varíola é uma doença para um vírus que tem uma alta durabilidade. Tivemos a varíola humana que durou séculos e demorou pra ser extinta. Esse vírus é parente e também tem durabilidade grande. O que precisa é um alerta para a população nos cuidados, na manutenção de defesas e, claro, para que os órgãos de saúde tenham diagnósticos mais rápido, porque provavelmente esse vírus já estava circulando a um tempo maior e vem apresentando a sua gravidade, embora não seja igual a Covid“, disse Raquel. Por fim, a especialista falou sobre procedimentos de prevenção de infecção. “A higienização das mão é muito importante porque esse vírus morre com qualquer material de higiene, seja álcool ou sabonete. […] Os cuidados disso são importantes. A maior conduta é, se você está gripado ou tem algum risco, use uma máscara. Cuidados de contato íntimo ajudam a não transmitir a doença”, concluiu.

Confira a entrevista na íntegra:

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