Iniciaremos a vacinação ‘imediatamente’ após licença da Anvisa, diz secretário da saúde do RJ

Para Carlos Alberto Chaves, não é o momento de ter preferências sobre possíveis imunizantes

  • Por Jovem Pan
  • 11/12/2020 10h04 - Atualizado em 11/12/2020 10h34
EFE/EPA/WU HONGVacina coronavírus

O Rio de Janeiro está preparado para iniciar a vacinação contra a Covid-19. A informação é do secretário da Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Chaves. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta sexta-feira, 11, Chaves garatiu que o estado não irá “escolher vacina”, defendendo que, assim que qualquer possível imunizante seja licenciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a região estará preparada. “Vamos usar as vacina que forem licenciadas pela Anvisa. Não é o momento de escolher, é o que tiver. Iremos iniciar a vacinação imediatamente quando for licenciada”, afirma. Segundo o secretário, embora o estado esteja se preparando para as aplicações, a possibilidade de uma vacinação fragmentada, ou seja, organizada separadamente por cada estado ou município, será “um fracasso”. “Outra coisa importante é a fragmetanção da vacina. O Programa Nacional de Imunização é uma ação exemplar, sempre foi feito muito bem no Brasil, em muitas campanhs. Se começar a fragmentar, fazendo cada um por si, vai levar ao caos da vacinação. Se fizer isso, se for cada estado ou município por si, não será um sucesso, será um fracasso.”

Carlos Alberto Chaves falou ainda sobre a situação da Covid-19 e as novas restrições impostas. Analisando a lotação das praias e a falta do uso de máscara em locais públicos, o secretário afirmou que a situação é inaceitável e demonstra, segundo ele, uma “falta de respeito” às medidas sanitárias. Alberto Chaves disse que a situação será repassada ao governador em exercício, Cláudio Castro, ainda nesta sexta-feira, e defendeu medidas de concientização. “Eu fiquei espantado pelo número de pessoas sem máscara. Não achei nada bom, está muito solto. Não sou favorável ao uso da violência ou nada disso, mas é conscientização. Não podemos aceitar isso, as pessoas estão indiferentes. Não são uma ou duas pessoas [sem máscara], são dezenas e centenas. Isso tem que ser mudado de qualquer maneira, de forma bem clara e educativa. A violência não leva a nada, mas tem que ter a força, não política, mas oficial da Prefeitura para dizer que não pode ficar essa situação. Se olhar, agora, na praia, as barracas estão lotadas, todos sem máscaras.”

Ao ser questionado sobre as ocupações em leitos de UTI no estado, Carlos Alberto Chaves não esquivou, falou sobre a necessidade de uma regulamentação única e sobre a influência política para vagas nas unidades. Segundo ele, após ação em unidades hospitalares, foi possível a liberação de 400 leitos que estavam, aparentemente, bloqueados. ” O mundo dos leitos é político, leito é moeda de troca, são anos e anos e anos, essa mesma metodologia não muda. A regulação vai aparecer ou pelo amor ou pela dor, não é a violência, é a forma da lei. Os leitos tem que ser transparecentes”, defendeu, completando que a “Covid-19 é a ponta do iceberg que mostrou a total fragmetação da saúde pública”.