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Irã atribui lentidão da internet a ataques cibernéticos

Declaração da porta-voz do país persa, Fatemeh Mohajerani, ocorre em meio à tática da ‘guerra híbrida’ utilizada por Israel; censura do governo iraniano contribui para falta de informações online

Victor Trovão

A porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, faz uma declaração durante uma coletiva de imprensa em Teerã, em 24 de setembro de 2024. (Foto de ATTA KENARE / AFP) Conteúdo relacionado
A porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, faz uma declaração durante uma coletiva de imprensa em Teerã, em 24 de setembro de 2024. (Foto de ATTA KENARE / AFP) Conteúdo relacionado Foto de ATTA KENARE / AFP

Em um cenário de crescente tensão no Oriente Médio, o Paquistão anunciou o fechamento de todas as suas fronteiras com o Irã. Simultaneamente, o governo iraniano confirmou que a internet no país está operando com lentidão devido a uma série de ataques cibernéticos. A informação foi divulgada pelo porta-voz do governo do Irã, Fateme Mohagerani, à rede BBC. A lentidão da internet no Irã não é um fenômeno novo. Fontes no país relatam que a medida é uma tática recorrente do regime iraniano para cercear o fluxo de informações durante crises políticas, tanto internas quanto externas. O acesso a plataformas como YouTube, Google, redes sociais e até mesmo e-mails pessoais é historicamente restrito, sendo o X (antigo Twitter) bloqueado desde 2009.

A situação atual é atribuída a uma combinação de fatores: ataques cibernéticos, que fazem parte da “guerra híbrida” travada com Israel, e a própria política de censura do governo iraniano, que busca limitar o acesso a fontes de informação ocidentais ou contrárias à visão do regime. Para a população civil, a consequência é a dificuldade em obter informações críveis, especialmente em momentos de ataques, o que aumenta os riscos de ferimentos e mortes.

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O fechamento das fronteiras pelo Paquistão, uma potência nuclear com atritos regionais com o Irã, agrava o isolamento de Teerã. A medida reflete o temor de países vizinhos de serem arrastados para o conflito. Essa pressão regional, exercida por nações que temem perdas em sua infraestrutura e população, pode atuar como um fator para forçar os beligerantes a uma negociação e buscar a desescalada da crise.

*Com informações de Luca Bassani

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*Reportagem produzida com auxílio de IA

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