Justiça decreta nova prisão preventiva de réus que ameaçaram Alexandre de Moraes

Em maio deste ano, Antônio Carlos Bronzeri e Jurandir Pereira Alencarsão acusados pelos crimes de injúria, difamação e ameaça

  • Por Jovem Pan
  • 26/11/2020 07h42 - Atualizado em 26/11/2020 10h37
Marcelo Chello/Estadão ConteúdoOs acusados convocaram uma manifestação pelas redes sociais contra o veto de Alexandre de Moraes à nomeação de Alexandre Ramagem

Réus que ameaçaram ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem prisão preventiva decretada. Antônio Carlos Bronzeri, de 64 anos, e Jurandir Pereira Alencar, 58 anos, participaram de manifestação na porta da residência de Moraes, em São Paulo, no mês de maio e ficaram presos por 49 dias. Em 5 de julho, houve a reversão para domiciliar. No entanto, por decisão da juíza federal Barbara de Lima Iseppi, a Justiça revogou a medida após os réus descumprirem as determinações e não serem localizados em seus endereços. A 4ª Vara Federal Criminal de São Paulo decretou nova prisão preventiva dos dois acusados, pelos crimes de injúria, difamação e ameaça.

Segundo a denúncia, os acusados convocaram uma manifestação pelas redes sociais contra o veto de Alexandre de Moraes à nomeação de Alexandre Ramagem, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, para a direção da Polícia Federal. A dupla e outras 15 pessoas protestaram em 3 de maio na porta da residência do ministro. Inicialmente, o processo tramitou na esfera estadual e, posteriormente, ao ser redistribuído para a Justiça Federal, foi decretada a prisão domiciliar dos acusados, bem como determinado que se abstivessem de se manifestar a respeito do ministro publicamente, seja por meios físicos ou virtuais, de forma escrita ou oral, enquanto durasse o processo, sob pena de decretação imediata de prisão preventiva.  A 4ª Vara Federal Criminal determinou a citação dos réus para o prosseguimento da ação, mas após várias diligências nos endereços e telefones informados, nenhum dos dois foi localizado. Em sua manifestação, o Ministério Público Federal requereu a decretação da prisão preventiva por violação às regras da prisão domiciliar, pois ambos deixaram suas residências sem autorização judicial.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos