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Justiça inclui guardas municipais na PEC da Segurança Pública

Esta é a terceira alteração em quatro meses na proposta; mudança foi feira após STF reconhecer a competência de órgãos como a GCM de São Paulo na segurança urbana

Felipe Cerqueira

Ricardo Nunes faz entrega das viaturas elétricas para Guarda Civil Metropolitana, na Praça da Sé
Ricardo Nunes faz entrega das viaturas elétricas para Guarda Civil Metropolitana, na Praça da Sé MARCELO OLIVEIRA/RASPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Ministério da Justiça apresentou uma nova versão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que agora inclui as guardas municipais no rol de responsáveis pela segurança dos Estados. Esta é a terceira alteração em quatro meses na proposta, que foi inicialmente apresentada em outubro do ano passado no Palácio do Planalto, com a presença de governadores e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A mudança visa assegurar segurança jurídica para a atuação das guardas municipais, atendendo a um requisito do STF (Supremo Tribunal Federal) que reconheceu a competência desses órgãos na segurança urbana.

Desde sua apresentação, a PEC da Segurança Pública tem enfrentado críticas e resistência, especialmente por parte dos governadores que discordam do conteúdo proposto pelo governo federal. O texto, que ainda não chegou à Casa Civil, precisa passar pela análise do Congresso Nacional, onde deputados e senadores já demonstraram resistência. Caso a proposta chegue ao Congresso, é esperado que ocorram mudanças significativas, e há articulações para que a PEC seja engavetada, especialmente considerando que a segurança pública é um tema central para as eleições de 2026.

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No Senado Federal, após o período de Carnaval, está prevista a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar facções criminosas e milícias, proposta pelo senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe. A comissão pode influenciar as discussões sobre a PEC, caso ela chegue ao Congresso. A investigação das atividades criminosas pode trazer à tona novas informações e pressões que impactem diretamente a tramitação da proposta. Para que as novas regras propostas pelo governo entrem em vigor, é necessário o aval do Congresso Nacional.

*Com informações de Marília Ribeiro

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