Kit de purificação ajuda famílias brasileiras a consumirem água potável

Mais de três mil lares já foram beneficiados pela iniciativa, que teve início há um ano; ao todo, 554 equipamentos foram instalados em oito Estados

  • Por Jovem Pan
  • 23/06/2021 11h23 - Atualizado em 23/06/2021 16h06
PixabayA ideia é que o kit chegue futuramente para pessoas em situação de rua no país, que também têm dificuldades em acessar água potável

Segundo pesquisa divulgada pelo Sistema Nacional de Informações sobre saneamento, 35 milhões de famílias vivem sem acesso à água potável no Brasil. Para tentar minimizar os impactos dessa realidade, estudantes da PUC-Rio, criaram um equipamento capaz de levar água tratada para esses trabalhadores. O chamado “água camelo” permite captar até 15 litros de água e transformá-la em própria para consumo. O estudante Rodrigo Belli explica como funciona o sistema. “A mochila é produzida com o plástico propício para armazenar água. Já o nosso filtro tem uma membrana que faz uma filtragem por exclusão e tamanho. É como se fosse um filtro de café. A água passa e fica preso no filtro todas as bactérias protozoários e até microplásticos”, relata.

Juliana mora em uma comunidade em Curitiba, no Paraná, e enfrentava grandes dificuldades para conseguir água potável para a família. Agora, a cozinheira comemora o kit instalado em casa. “Depois que o filtro chegou a água vem potável, vem água filtrada. Está fazendo tanto bem para mim, tanto para os meus filhos e para os moradores da comunidade. Hoje, são 140 famílias beneficiadas. A gente enche os galões e distribui para as famílias”, conta. Mais de três mil famílias já foram beneficiadas pela iniciativa, que teve início há um ano. Ao todo, 554 equipamentos foram instalados em oito Estados brasileiros. Os kits chegaram até em algumas aldeias indígenas no Acre. A intenção é atender famílias de todo país.

O filtro purifica em torno de 15 litros de água em 20 minutos. Cada equipamento custa R$ 500. Os beneficiados são escolhidos com ajuda de organizações parceiras que atuam nos locais. “A gente articula com dois tipos de parceiros que são as instituições conectoras e implementadoras. As conectoras são grande redes que nos conectam às instituições implementadoras, que são menores e já estão inseridas dentro da comunidade, que têm o conhecimento e a confiança local e com isso podem entrar dentro das comunidades para ter o melhor impacto possível”, afirma. Além das comunidades, que estão no foco do projeto, a ideia é que o kit chegue futuramente para pessoas em situação de rua no país, que também têm dificuldades em acessar água potável.

*Com informações da repórter Elisângela Carreira