Leilão de aeroportos rende R$ 22,3 milhões ao governo de São Paulo

Quase R$ 500 milhão serão investidos pela iniciativa privada para modernizar os 22 terminais no interior do Estado; concessão é válida por 30 anos

  • Por Jovem Pan
  • 16/07/2021 09h42
TETÊ VIVIANE/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOSegundo o vice-governador Rodrigo Garcia, outros dois leilão devem acontecer no Estado até o final do ano

A iniciativa privada deve investir quase R$ 500 milhões nos próximos anos para modernizar 22 aeroportos no interior de São Paulo. O leilão de concessões aconteceu na Bolsa de Valores. O lote foi dividido em duas partes, sendo que são seis para aviação comercial e 13 podem abrir oportunidade para novas rotas. Nesses terminais regionais, embarcam e desembarcam 2,5 milhões de passageiros por ano. Além de repassar a urgência de investimento para a iniciativa privada, o Estado arrecadou R$ 22,3 milhões com a concessão de exploração. Com a privatização, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo passa a ser o órgão regrador do contrato. O vice-governador, Rodrigo Garcia, celebrou o resultou e afirmou que as parceiras público-privadas reforçam o compromisso de um Estado menor, mais enxuto e eficiente.

“Teremos ainda neste ano, aí quero chamar atenção dos investidores, mais dois projetos fundamentais para São Paulo: a retomada do Rodoanel Norte, faremos a publicação do edital no segundo semestre, uma obra importante para a logística do nosso Estado, e também a publicação do edital das travessias litorâneas, também fundamental para a gente ter uma melhor prestação de serviço público. E temos até a virada do ano mais dois leilões do Ibirapuera, projeto importante de arena multiuso, e também o trem intercidades, que vai ligar São Paulo a Campinas ainda no nosso período de governo”, pontuou o vice-governador.

As empresas vão poder explorar os aeroportos pelos próximos 30 anos. Segundo o secretário de logística e transporte do Estado, João Octaviano Machado, as companhias ficam responsáveis pela prestação de serviços públicos de operação, manutenção e ampliação da infraestrutura. “Os senhores comparam aeroportos com grande potencial e tenho certeza que vão fazer crescer ainda mais essa estrutura em São Paulo”, afirmou. Os grupos vencedores podem explorar receitas tarifárias e não tarifárias. O governo citou como exemplos os aluguéis de hangares, atividades comerciais e estacionamentos. É concedido também o direito de exploração imobiliária nos arredores dos aeroportos.

*Com informações do repórter Daniel Lian