Leilão de coleção de Edemar Cid Ferreira termina nesta sexta

Até quarta, o leilão arrecadou mais de R$ 24 milhões; todo o dinheiro será usado para ressarcir credores do Banco Santos

  • Por Jovem Pan
  • 02/10/2020 06h57 - Atualizado em 02/10/2020 11h17
JONNE RORIZ/ESTADÃO CONTEÚDOO juiz da 2ª vara de Falências e Recuperações Judiciais, Paulo Furtado, diz que ainda falta o pagamento de R$ 1,5 bilhão

Os amantes da arte precisam correr. Termina nesta sexta-feira (2) o leilão de quadros, esculturas e fotos que pertenciam ao banqueiro Edemar Cid Ferreira, ex-dono do Banco Santos. Algumas das peças mais raras já foram vendidas. É o caso de um rascunho da pintura Operários, de Tarsila do Amaral, arrematado por mais de R$ 1 milhão. Já a obra Primeiras Núpcias, do artista plástico Tunga, tinha lance inicial de R$ 46 mil — mas saiu por R$ 1,35 milhão.

Um painel do artista americano Frank Stella, com quase 5 metros de altura por quase 16 metros de comprimento, é um dos principais itens do acervo. Ele é tão grande que nem coube na galeria, por isso está embalado no chão. Mas não é só o tamanho que chama a atenção, já que o valor que ele foi vendido também é impressionante: R$ 4,2 milhões. Uma das preocupações de especialistas era uma fuga das obras para o exterior, mas o leiloeiro James Lisboa tranquilizou as peças vão continuar no Brasil. O historiador e Coordenador do Museu da Obra Salesiana no Brasil, Marcos Lima, ressaltou que isso facilita o mapeamento das obras.

Até quarta-feira, o leilão arrecadou mais de R$ 24 milhões. Todo o dinheiro será usado para ressarcir credores do Banco Santos, que faliu em 2005. O juiz da 2ª vara de Falências e Recuperações Judiciais, Paulo Furtado, diz que ainda falta o pagamento de R$ 1,5 bilhão. As quase 2 mil peças ficavam dentro da mansão de Edemar Cid Ferreira, no Morumbi. Após três tentativas, a casa de quase 8 mil metros quadrados, avaliada em R$ 78 milhões, foi vendida em fevereiro por R$ 9 milhões.

*Com informações da repórter Letícia Santini