Lula chama Moro de ‘covarde’ e diz que Bolsonaro deu cidadania à extrema direita

Em entrevista, o ex-presidente garantiu que o ex-juiz estaria fugindo de um possível processo de suspeição

  • Por Jovem Pan
  • 08/10/2020 07h05 - Atualizado em 08/10/2020 10h16
EFELula criticou como a imprensa lida com o Partido dos Trabalhadores (PT) e avaliou que nunca nenhum outro político foi tão assediado como ele

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, criticou as decisões da Justiça e disse que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, está acovardado. Em entrevista ao site El País, o ex-presidente garantiu que o ex-juiz estaria fugindo de um possível processo de suspeição. “Tanto é que o Moro que era uma espécia quebrou e já está querendo ir embora para os Estados Unidos para dar aula e não ter que explicar as mentiras que ele contou aqui”, disse. O petista afirmou querer que a justiça diga que ele é inocente e chamou o ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, de formador de quadrilha.  Lula ainda considera que o atual presidente da República deu cidadania à extrema direita no país. Segundo ele, antes de Jair Bolsonaro, a sociedade tinha vergonha de se posicionar à direita. “Bolsonaro tirou essa gente do ralo da política e deu cidadania. Xinguem, mintam, provoquem, utilizem a internet e xinguem a mãe de todo mundo. Então ele fez as pessoas saírem do silêncio mortal que estavam”, ressaltou.

Lula criticou como a imprensa lida com o Partido dos Trabalhadores (PT) e avaliou que nunca nenhum outro político foi tão assediado como ele. O ex-presidente alega que o PT sofre perseguição e que a sigla paga o preço pelos erros e acertos. “Obviamente o que  a gente ganha,a gente perde. Isso faz parte da democracia e nem por isso a gente vai desaparecer. E se prepare que o governo será responsável pela retomada do governo em 2022”, disse. O ex-presidente ainda condenou o Renda Cidadã, programa social chave do governo federal. Para o petista, a forma mais eficaz de distribuir renda para os brasileiros é fortalecer o Bolsa Família. E que não há formas de inventar dinheiro para o financiamento de um novo programa.

*Com informações do repórter Vinicius Nunes