Maioria dos brasileiros espera aumento do desemprego, diz Datafolha

De acordo com o IBGE, o Brasil tem pelo menos 14,1 milhões de pessoas sem trabalho

  • Por Jovem Pan
  • 30/12/2020 09h40
Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas Carteira de TrabalhoPesquisa também mostra que a população economicamente ativa do Brasil encolheu durante a pandemia -- de 75% para 68%

Os brasileiros não estão muito otimistas quanto a melhoria na empregabilidade. Isso é o que mostra a pesquisa Datafolha sobre o assunto, divulgada nesta terça-feira, 29. Segundo o estudo, 57% dos entrevistados diz que a falta de emprego no país vai piorar. Para outros 21%, a situação vai ficar como está. Apenas 20% dos entrevistados creem que o desemprego vai cair. O levantamento foi realizado entre 8 e 10 de dezembro. A expectativa dos brasileiros piorou bem se comparar com o mesmo período do ano passado, quando 42% dos entrevistados esperavam aumento do desemprego e 30% achavam que iria diminuir.

A pesquisa também mostra que a população economicamente ativa do Brasil encolheu durante a pandemia — de 75% para 68% dos entrevistados. Entre os grupos fora da PEA, donas de casa aumentaram de 8% para 11%. Aposentados, de 9% para 11%. Desempregados que não procuraram emprego, de 1% para 3%. O economista Rodolpho Tobler, da Fundação Getúlio Vargas, explica que o impacto na empregabilidade com a pandemia foi muito forte. “Havia uma perspectiva muito negativa e, com os benefícios do governo, a recuperação está um pouquinho mais forte. Mas não há uma recuperação homogênea dos setores.” No entanto, segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil recuou pela primeira vez no ano e ficou em 14,3% no trimestre encerrado em outubro.

Ainda assim, a situação afeta 14,1 milhões de pessoas. Esses são os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (Pnad Contínua) divulgada nesta terça-feira, 29. Na pesquisa anterior, no trimestre encerrado em setembro, a desocupação estava em 14,6%. Nesta avaliação encerrada em outubro, o IBGE apontou um crescimento na população ocupada para 84,3 milhões de pessoas — o que representa um avanço de 2,8%, ou seja, mais 2,3 milhões de pessoas em relação ao trimestre anterior.

*Com informações do repórter Fernando Martins