Perda do emprego vira desafio para planejar finanças em 2021

Auxílio emergencial de R$ 600 não foi suficiente para abastecer a conta bancária do brasileiro

  • Por Jovem Pan
  • 29/12/2020 10h32
Reprodução Reprodução Com um bom planejamento financeiro dá para pagar as contas e ainda realizar sonhos

A pandemia de 2020 deixou muitas pessoas no vermelho. O desemprego aumentou quase 15% no trimestre que finalizou em agosto. Em um ano, o país perdeu 12 milhões de postos de trabalho, segundo o IBGE. Resultado: filas a perder de vista para as poucas oportunidades que apareceram no mercado. O auxílio emergencial de R$ 600 não foi suficiente para abastecer a conta bancária do brasileiro e a ajuda para muita gente veio de ONGs.

Guilherme trabalha como assistente de atendimento e conseguiu se manter empregado em 2020, mas com redução salarial de 50%. Ele conta que, apesar de receber metade do salário, vai entrar em 2021 sem dívidas. “Devido ao fato da pandemia, não podíamos sair. Então mantemos o isolamento. Isso ajudou a guardar dinheiro, poupar de gastar com fast food e restaurantes. Foi uma das alternativas que achei para poupar parte do salário e conseguir distribuir sobre as minhas contas. Mas guardar dinheiro não foi possível”

Guardar dinheiro parece missão impossível para muitos brasileiros, ainda mais diante de uma crise econômica tão grande que o país está vivendo. Mas com um bom planejamento financeiro dá para pagar as contas e ainda realizar sonhos. É o que garante Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros. “Planejamento nada mais é que você definir prioridades do que você quer. Sabendo que você precisa, dividir o ganho entre seus propósitos e necessidades antes das despesas.” Agora, como me organizar para pagar as dívidas? “É importante você saber que, se essa dívida estiver em dia, nada a temer. Se perdeu o controle, veja quais são os essências e envolvem bens ou despesas básicas. O mais importante é saber que saúde, alimentação e educação são as nossas prioridades.” Para começar o ano com o pé direito nas finanças, o grande segredo é a organização.

*Com informações da repórter Mônica Simões