Metrô de SP quer conceder ‘naming rights’ de estações por 20 anos

Proposta prevê que os espaços recebam um nome adicional de um produto ou marca, semelhante ao que ocorre em estádios de futebol, teatros e outros espaços privados do País

  • Por Jovem Pan
  • 20/02/2021 08h56
RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOCom a mudança, o nome adicional aparecerá abaixo do original com metade do tamanho

O Metrô de São Paulo pretende lançar uma concessão dos direitos de nomeação — os chamados “naming rights” — das estações da capital paulista por 20 anos. A proposta prevê que os espaços recebam um nome adicional de um produto ou marca, semelhante ao que ocorre em estádios de futebol, teatros e outros espaços privados do País. Com a mudança, o nome adicional aparecerá abaixo do original com metade do tamanho nas placas, nos totens indicativos e em outros elementos de comunicação visual, que também receberão a logomarca.

A iniciativa é inspirada em exemplos como de Nova York, nos Estados Unidos, Dubai nos Emirados Árabes, Mumbai, na Índia e Kuala Lumpur, na Malásia. No Rio de Janeiro, o metrô da Capital Fluminense também adotou esta ideia. O governo de São Paulo já enviou um documento à Comissão de Proteção à Paisagem Urbana alegando que a companhia estadual tem a necessidade aumentar a arrecadação não tarifária devido ao abalo nos cofres provocado pela pandemia do coronavírus.

Para ir adiante, a proposta dependia do aval da CPPU, que analisa a veiculação de anúncios e marcas em espaços públicos da cidade a partir especialmente da Lei Cidade Limpa, o que ocorreu no dia 10 de fevereiro, com sete votos favoráveis e três abstenções. O conselho também chegou a discutir a possibilidade de limitar o número de estações com naming rights, mas a proposta teve maioria contrária. A concessão poderá ser prorrogada por mais de 20 anos.

* Com informações do repórter Daniel Lian