MG prevê acordo final de R$ 100 bilhões por rompimento em Mariana, diz Zema

Governador de MG afirmou que pacto deve ser selado até o 1º semestre do ano que vem

  • Por Jovem Pan
  • 20/07/2021 07h04 - Atualizado em 20/07/2021 16h44
UARLEN VALÉRIO/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDOMinistério Público Federal de Minas chegou a cogitar usar como parâmetro valores em torno de R$ 150 bilhões para Mariana

R$ 100 bilhões. Esse deve ser o tamanho da indenização bilionária a ser paga pela Samarco e sócias, Vale e BHP Billiton, por causa de uma tragédia ambiental que aconteceu há cerca de seis anos na cidade mineira de Mariana. A revelação foi feita pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que esteve no Rio de Janeiro e conversou com a reportagem da Jovem Pan. De acordo com Zema, esse acordo deve ser selado até o 1º semestre do ano que vem. O rateio ficaria da seguinte forma: Minas Gerais com R$ 60 bilhões, Espírito Santo com R$ 20 bilhões e a União com outros R$ 20 bilhões. Esse é um acordo, segundo Zema, que precisa ser acelerado — já se arrasta há seis anos. A tragédia de Brumadinho, que matou dezenas de pessoas, já teve um acordo firmado de mais de R$ 35 bilhões que serão pagos pela Vale. Até agora, não houve acerto para reparos e indenizações por causa da tragédia de Mariana.

O Ministério Público Federal de Minas chegou a cogitar usar como parâmetro valores em torno de R$ 150 bilhões para Mariana. No entanto, Romeu Zema acredita que, para o acordo ser selado, é preciso haver concessões de todas as partes envolvidas. “Me parece que o setor público no Brasil nunca colocou na conta o fator tempo. Se você tem um filho que quer fazer faculdade, vale muito mais pra você hoje R$ 500 mil, que viabilizaria ele fazer um bom curso superior, do que R$ 10 milhões daqui 20 anos. Com certeza esses R$ 500 mil vão render muito mais.” Zema pretende utilizar esses recursos bilionários indenizatórios que vem do acordo para investimentos em escolas, creches, rodovias, estradas, saneamento e hospitais. Ele garantiu que será novamente candidato ao governo de Minas Gerais, mas negou que esteja de saída do Novo — embora tenha demonstrado um certo incômodo com decisões e rumos tomados pela legenda.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga