Ministro do Turismo reclama de prejuízos ao Brasil por fake news de Macron

Gilson Machado Neto citou uma publicação feita em 2019, quando o presidente francês usou uma imagem de 2003 para falar sobre um incêndio na Amazônia: ‘Estamos sofrendo com isso’

  • Por Jovem Pan
  • 06/08/2021 08h58 - Atualizado em 06/08/2021 17h31
Isac Nóbrega/PRGilson Machado Neto também cobrou do Congresso Nacional medidas para baratear as passagens aéreas e sugeriu até a criação de uma CPI

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, afirmou nesta quinta-feira, 5, que as fake news divulgadas pelo presidente da França, Emmanuel Macron, provocaram bilhões de reais em prejuízos ao Brasil. Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, o chefe do Ministério do Turismo citou uma postagem feita nas redes sociais pelo francês em 2019. Na época, Macron publicou uma imagem antiga de incêndio na Amazônia e escreveu que a “floresta, pulmão do mundo, estava em chamas”. Celebridades como a modelo Gisele Bündchen e o ator Leonardo Di Caprio também divulgaram a imagem, mas a foto não era atual. O registro era do fotógrafo americano Loren McIntyre, que morreu em 2003. Ao relembrar o episódio nesta quinta, o ministro cobrou punições ao líder da França. “O cara postou uma foto como sendo atual do Brasil e ficou por isso mesmo o prejuízo que esse cidadão deu ao país da gente. As embaixadas, o Ministério do Turismo, estamos sofrendo com isso. Muitas vezes me retaliam por isso, por falta de uma informações corretas.”

Gilson Machado Neto também cobrou do Congresso Nacional medidas para baratear as passagens aéreas e sugeriu até a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). “Quero chamar essa Casa para ser parceira do turismo, principalmente do ataque ao foco de incêndio, que são as companhias aéreas e o preço do combustível. O custo da passagem aérea, essa Casa tem que ser parceira do turismo”, afirmou. O ministro demonstrou otimismo em relação à retomada do turismo e disse que “o horizonte é positivo” para o setor. Gilson Machado também informou que o governo federal trabalha junto à Anvisa e ao Ministério da Saúde na criação de protocolos sanitários para que o Brasil volte a receber cruzeiros marítimos na próxima temporada.

*Com informações do repórter Vitor Brown