Doria chama incêndio de galpão da Cinemateca de ‘crime com a cultura do país’

Outros políticos, como Boulos e Sâmia Bonfim, também usaram as redes sociais para criticar o ocorrido; em nota, Secretaria Especial de Cultura lamentou a tragédia

  • Por Jovem Pan
  • 29/07/2021 20h34 - Atualizado em 29/07/2021 22h05
DANIEL CARVALHO/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO - 28/05/2021Doria falou sobre incêndio em galpão da Cinemateca nas redes

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), usou as redes sociais nesta quinta-feira, 29, para comentar o incêndio em um galpão da Cinemateca Nacional, no bairro da Vila Leopoldina, Zona Oeste da capital paulista. “O incêndio na Cinemateca de São Paulo é um crime com a cultura do país. Desprezo pela arte e pela memória do Brasil dá nisso: a morte gradual da cultura nacional”, disse. O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar o fogo por volta das 18h. Segundo a corporação, 15 viaturas atuam na ocorrência e às 21h40 a equipe fazia o rescaldo do espaço. Fotos de rolos de filme danificados no chão foram divulgados pelos bombeiros. Não há registro de vítimas e até o momento não há confirmação sobre quais áreas do imóvel foram atingidas. Apesar de não ser o prédio principal da Cinemateca, o galpão abriga rolos de filmes, o acervo da Programadora Brasil e equipes museológicas.

Além de Doria, outros políticos da cidade também usaram as redes sociais para criticar o ocorrido. O ex-candidato à prefeitura da capital, Guilherme Boulos, chamou o caso de “tragédia anunciada” e lembrou da ação movida pelo Ministério Público contra a União destacando o risco de incêndio no local. A deputada Sâmia Bonfim também lembrou dos avisos de sucateamento e disse que o fogo “não é acidente, é projeto”. Em nota, a Secretaria Especial de Cultura, responsável pela administração do prédio, lamentou o ocorrido e afirmou que acompanha de perto o incêndio.

“Cabe registrar que todo o sistema de climatização do espaço passou por manutenção há cerca de um mês como parte do esforço do governo federal para manter o acervo da instituição. A Secretaria já solicitou apoio à Polícia Federal para investigação das causas do incêndio e só após o seu controle total pelo Corpo de Bombeiros que atua no local poderá determinar o impacto e as ações necessárias para uma eventual recuperação do acervo e, também, do espaço físico. Por fim, o governo federal, por meio da Secretaria, reafirma o seu compromisso com o espaço e com a manutenção de sua história”, diz o documento. O secretário Mário Frias está cumprindo agenda junto ao ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, em Roma, e afirmou que a PF tomará as devidas providências para saber se o incêndio foi criminoso. “Tenho compromisso com o acervo ali guardado, por isso mesmo quero entender o que aconteceu”, disse.