Mortes de jornalistas em áreas fora de conflitos batem recorde em 2020, diz relatório

México lidera o ranking e é seguido por Índia, Paquistão, Filipinas e Honduras

  • Por Jovem Pan
  • 30/12/2020 09h19 - Atualizado em 30/12/2020 10h02
PixabayO percentual de profissionais de imprensa mortos em países em guerra diminui desde 2016, passando de 58% a 32%

A ONG Repórteres Sem Fronteiras revelou, nesta terça-feira, 29, que 50 jornalistas foram mortos em áreas fora de conflito em 2020. A maioria dos assassinatos aconteceram em países que não estão em guerra. Ao todo, foram mais 400 profissionais detidos. O número permanece estável em comparação aos 53 jornalistas assassinados no ano passado, embora em 2020 tenham sido realizadas menos reportagens devido à Covid-19.

Em 10 anos, a ONG registrou 937 jornalistas assassinados. O percentual de profissionais de imprensa mortos em países em guerra diminui desde 2016, passando de 58% a 32% nos últimos quatros anos. Nesse caso são levados em conta países como Síria, Iêmen, Afeganistão ou Iraque. Em 2020, o México foi o país com mais jornalistas assassinados — com oito. Ele é seguido por Índia, Paquistão, Filipinas e Honduras.

*Com informações do repórter Victor Moraes