‘Não há disputa entre os estados’, diz governador do ES sobre aquisição de vacinas

Segundo Renato Casagrande, a prioridade dos laboratórios é negociar com os ‘governos centrais’

  • Por Jovem Pan
  • 13/01/2021 08h30 - Atualizado em 13/01/2021 10h10
ADRIANA TOFFETTI/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 15/12/2020 O governador capixaba afirmou ainda ter "plena convicção que qualquer vacina [aprovada pela Anvisa] vai funcionar"

Mesmo com a ‘guerra das vacinas’ e a busca mundial por imunizantes contra a Covid-19, não há qualquer disputa entre os tados brasileiros paara a aquisição de doses, garante o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande. Segundo ele, nesse momento, a compra de vacinas está fora do alcance estadual, uma vez que os laboratórios dão prioridade para negociações a nível nacional. “Não há uma disputa entre os estados porque eles não conseguem [comprar] e as indústrias priorizam os governos centrais. Está fora do alcance da ação dos estados. Daqui a pouco, acho que teremos condições de adquirir as vacinas [de maneira independente] e poderemos ampliar esse plano de imunização em cada estado”, comenta em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan.

Apesar a impossibilidade de compra, Casagrande reconhece diálogo do Espírito Santo com diversos laboratórios, como o Instituto Butantan, Pfizer, Moderna e um laboratório indiano, para possível aquisição de doses. De acordo com ele, a expectativa é que a campanha de vacinação contra a Covid-19 seja coordenada pelo governo federal. No entanto, o estado já reservou R$ 200 milhões caso seja necessário agilizar o processo de imunização, que deve começar ainda em janeiro, estima o governador. “Acredito que se aprovado no domingo [vacina de Oxford e do Butantan pela Anvisa] ou no início da semana que vem, ainda no mês de janeiro as vacinas já poderiam ser destinadas aos estados. Estamos preparados para iniciar a vacinação. Até o final do mês de janeiro poderíamos começar a chegar a vacinação aos profissionais da saúde e pessoas de grupo de risco”, afirmou.

Com tranquilidade, o governador capixaba afirmou ainda ter “plena convicção que qualquer vacina [aprovada pela Anvisa] vai funcionar”. Para o governador, será necessário um trabalho de “convencimento das pessoas” para garantir a aplicação das vacinas “independente da origem”. “Estamos vendo como está aumentando a média móvel de óbitos no Brasil e no Espírito Santo também. O número de pessoas perdendo a vida é muito grande e a economia tem que ser retomada. Então a vacina terá um papel para que a gente salve vidas e retome a atividade econômica no nosso país”, alertou. Para finalizar, Casagrande reforçou que a dificuldade para aquisição de agulhas e seringas é uma realidade dos estados brasileiros. No entanto, ele garantiu que o Espírito Santo tem, atualmente, 1,7 milhões de unidades armazenadas para iniciar a vacinação, sendo que 1,5 milhões de novas agulhas devem ser entregues ainda nesta semana ao governo do Estado. ” Nós estamos preparados para que a gente possa fazer a vacinação de todos os capixabas. Temos 4,1 milhões de pessoas no estado. A indústria entregando podemos vacinar todos os capixabas. Nem todos os estados se preparam para ter esse insumo, mas o governo federal pode contar com o que já compramos. O governo não terá que enviar para nós, tem que enviar para quem não tem [agulhas e seringas]. Estamos preparados para iniciar a vacinação.”