Nelsinho Trad defende vacinação na fronteira com Bolívia e Paraguai para evitar novas variantes

Treze municípios da região fronteiriça de Mato Grosso do Sul vão participar do estudo sobre a eficácia da vacina da Janssen, com imunização em massa da população adulta contra a Covid-19

  • Por Jovem Pan
  • 02/07/2021 08h37 - Atualizado em 02/07/2021 09h04
Edilson Rodrigues/Agência SenadoNelsinho Trad defendeu o estudo na região para evitar a entrada de novas cepas do coronavírus

O Estado do Mato Grosso do Sul vai participar de um estudo para testar a eficácia da vacina da Janssen contra a Covid-19. A proposta é que 13 municípios que fazem fronteira com a Bolívia e o Paraguai recebam lotes do imunizante suficientes para vacinar 100% da população adulta. O motivo para a escolha dos municípios é justamente o constante fluxo de pessoas entrando pelos mais de 1.500 quilômetros de fronteira seca na região, explica o senador Nelsinho Trad, que é médico e representante do Estado. Segundo ele, um dos motivos que levam ao desenvolvimento de novas cepas do coronavírus é o “intercâmbio de pessoa de um país com o outro”, o que pode ser minimizado com a vacinação em massa. “A partir do momento que vacina 100% da população adulta acaba promovendo um bloqueio sanitária para impedir a entrada do vírus e de nova variante, quem ganha com isso? Toda as cidades porque com a barreira dificulta a transmissão desse vírus”, afirmou ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan.

O senador reconheceu que a escolha dos 13 municípios causou um sentimento de “inferioridade” em outros prefeitos do Estado, que também gostariam de receber as doses para a imunização coletiva. No entanto, considerando os requisitos técnicos, Nelsinho Trad defende que a região das fronteiras é o local ideal para o estudo. De acordo com ele, no entanto, todas as demais cidades vão ser beneficiadas com os resultados da iniciativa. “A partir do momento que essas 13 cidades, do total de 79 municípios do Mato Grosso do Sul, vacinar 100%, quando chegar outras doses não vai precisar dividir para os 13. Vai aumentar a cota de cada município e cada vacina que um cidadão toma acaba entrando na estatística para chegar a 70% e gerar imunidade coletiva e de rebanho”, pontuou.

Embora afirme desconhecer os números de vacinados na Bolívia e no Paraguai, o parlamentar afirmou que na região é comum, com a chegada de medicamentos, ocorrer a migração de cidadãos para ter acesso aos compostos farmacológicos. “Esse trânsito, esse ir e vir de pessoas na fronteira é muito frequente, chega a formar até um trilheiro como chamamos no no interior. Não tem como impedir, o sujeito passando mal, precisando de um remédio, você vai falar o que? ‘Ah, você é boliviano e não pode?’ Não é assim, o SUS é universal e você tem que fazer o atendimento digno e humano para tirar o sofrimento do ser humano”, finalizou, sem mencionar se essa busca por bolivianos e paraguaios também pode acontecer com as vacinas.