Nome de substituto de Cintra deve demorar para sair

  • Por Jovem Pan
  • 13/09/2019 06h59 - Atualizado em 13/09/2019 09h50
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDOCintra foi demitido na quarta-feira (11), a pedido de Bolsonaro

Com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) de licença médica após uma cirurgia, é possível que a definição do nome do substituto de Marcos Cintra, na secretaria da Receita Federal, demore para sair. Nesta quinta-feira (12), o ministro da Economia, Paulo Guedes, passou o dia no Ministério e se reuniu, inclusive, com o secretário interino da Receita. Ele procura um nome de peso para indicar ao presidente e tem conversado com advogados e tributaristas.

Dentro do governo, porém, a avaliação é que a escolha não será nada fácil. Entre os cotados está a advogada Vanessa Canado, que já tem participado das discussões em torno da reforma tributária, que, com a saída de Cintra, deve sofrer um novo atraso para ser enviada.

Mesmo internado, Bolsonaro tem mantido contato com ministros e assessores. Ele não escondeu a irritação com a notícia de que a proposta de uma nova CPMF foi a público antes de passar por ele.

O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, explicou que, mesmo de licença, o presidente acompanha tudo o que acontece dentro do governo. “Naturalmente que o senhor presidente da República acompanha, por meio de seus assessores, eventos que são de importância primordial para o poder executivo”, disse.

Desde a ultima quarta-feira (11) Bolsonaro voltou a negar a recriação do imposto, ideia com a qual chegou a flertar nas últimas semanas. Mesmo com a demissão de Marcos Cintra pela insistência na nova CPMF, a equipe econômica não abandonou totalmente a ideia.

A irritação do presidente essa semana foi justamente porque tinha ficado combinado, que nada seria antecipado sem  o consentimento dele. No mês passado, inclusive, o presidente havia sinalizado que a questão estava, sim, em discussão no governo, mas que havia várias condicionantes. “Se desburocratizar muita coisa, diminuir a quantidade de impostos, essa burocracia enorme, estou disposto a conversar”, declarou.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin