Novos protocolos para uso de máscaras em viagens aéreas começam nesta segunda

Companhias como a Latam, Gol, Alitalia, Air France e Lufthansa e Azul já atualizaram as regras sanitárias; protetores bucais, lenços e bandanas de pano estão entre os itens proibidos

  • Por Jovem Pan
  • 01/03/2021 10h37
RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOA Azul orienta o uso de máscaras cirúrgicas descartáveis, caseiras de tecido ou máscaras de alta eficiência com elementos filtrantes

Com novas variantes do coronavírus o novo normal é elevar os cuidados. “Uma preocupação muito grande, porque é uma coisa que a gente não tem ainda o total conhecimento e deixa o alerta ligado, a gente precisa tomar os cuidados necessários para evitar que essa variante seja transmitida para outras pessoas da população.” diz o engenheiro de alimentos, José Fábio Soares. O receio é o mesmo de milhares de viajantes que a partir desta segunda-feira, 01, passam por um rigor maior sobre os protocolos nas viagens de avião. A Latam está proibindo o uso de máscaras com válvulas, protetores bucais, lenços e bandanas de pano em todos os seus voos por entender que há comprovação de baixa eficiência desses itens na filtragem de vírus e bactérias. Outras companhias aéreas, como Alitália, Air France e Lufthansa, já haviam adotado a medida. A Azul orienta o uso de máscaras cirúrgicas descartáveis, caseiras de tecido ou máscaras de alta eficiência com elementos filtrantes, como PFF2 ou N95. A Gol permite que passageiros e colaboradores usem apenas máscaras cirúrgicas descartáveis; máscaras modelos FPP2 e N95, ambos sem válvula, e máscaras de tecido com tripla camada.

Os usuários vêm o aumento do número de casos no Brasil com preocupação. Quase todos concordam com a decisão tomada pelas empresas aéreas, mas destacam que é preciso expandir as informações para que os clientes não sejam pegos de surpresa. “Sempre o alerta é melhor. Quando mais informação, melhor é para o passageiro”, opina o aeroportuário, João Carlos Zenzeluk. “Muitas pessoas não sabem e não têm muita informação, melhor manter informado. Qualquer coisa que venha para dar uma segurança maior, desde que tenha comprovação científica, é válida”, diz o empresário Carlos Augusto Dezan. A consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Tânia Chaves, alerta as pessoas para o uso correto das máscaras mesmo dos modelos permitidos a fim de minimizar o risco de contágio. “O que se recomenda é que essas máscaras fiquem bem estruturas e não tenham sobras nas laterais, porque essas sobras é importante que fiquem ajustadas na face para que não haja escapes e essa possibilidade de você respirar um ar que tenha gotículas infectadas.”

*Com informações do repórter Daniel Lian