Números mostram ‘repique’ e não segunda onda da pandemia, diz Pazuello
O ministro da Saúde Eduardo Pazuello admitiu que nas últimas semanas, o número de infectados e de mortos pela Covid-19 está voltando a aumentar no Brasil. Dados do Imperial College, de Londres, apontam que a taxa de transmissão do país na última semana foi a mais alta desde o fim de maio. O ministro classificou o atual momento como um “repique” e falou sobre a situação em cada região do país. “Sul e sudeste o repique é mais claro, no Norte e Nordeste do pais o repique é bem menos impactante, com algumas cidades que são fora da curva. O Centro-Oeste é mais no meio do caminho. E sim, isso é o repique da nossa pandemia”, explica. Ao contrário da maioria dos especialistas, Eduardo Pazuello evitou classificar a nova alta como uma “segunda onda” no Brasil. Segundo ele, o país vai viver quatro ondas, mas tratou do conceito de maneira diferente. Para ele, os contágios e óbitos pelo coronavírus são uma onda só. A segunda são as outras doenças com tratamento afetado pela pandemia.
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“São as doenças que ficaram impactadas. Nós temos muitas pessoas que não se trataram corretamente ou porque as cirurgias eletivas foram canceladas ou porque tinham medo, porque criou-se um ambiente de medo e elas não procuraram um médico. E isso tudo está represado”, disse. Na classificação do ministro Pazuello, a terceira e quarta ondas são efeitos colaterais causados pela pandemia e pelo isolamento social. ” A terceira onda é muita interna porque ela é dentro da família, ela tem relação com o aumento da violência doméstica, feminicídio, os estupros e isso tudo acontece dentro de casa. E a quarta onda é o aumento de casos de automutilação e suicídios.” Sem dar maiores detalhes, Eduardo Pazuello disse que o Ministério da Saúde está “adiantado” na elaboração de um plano nacional de vacinação contra a Covid-19. Ele anunciou que o planejamento deve ser fechado quando houver dados logísticos das vacinas em estudo. Ainda de acordo com o ministro, o governo tem R$ 6 bilhões para investir no combate ao coronavírus.
*Com informações do repórter Levy Guimarães