Nova York e Califórnia vão exigir vacinação ou teste semanal contra a Covid-19 para servidores

Proposta adotada pela cidade e pelo Estado tem como objetivo controlar o avanço da variante Delta

  • Por Jovem Pan
  • 27/07/2021 06h08 - Atualizado em 27/07/2021 10h29
EFE/EPA/WILL OLIVER Estados Unidos contam oficialmente mais de 56,% da população com ao menos uma dose e 48% completamente imunizada

A cidade de Nova York vai exigir que todos os funcionários públicos se vacinem contra a Covid-19 até a volta às aulas, em setembro. Ao todo, são cerca de 340 mil servidores, incluindo policiais e professores, que devem comprovar a vacinação ou fazer testes semanais, anunciou o prefeito democrata Bill de Blasio. Alguns especialistas pedem medidas mais agressivas. Segundo eles, a opção pelo teste regular não é uma medida de controle eficiente contra a variante Delta, que é cerca de 50% mais contagiosa. O Estado da Califórnia vai adotar uma medida parecida e os funcionários e terceirizados que trabalhem presencialmente em estabelecimentos de saúde – públicos ou privados – devem estar vacinados ou passar por exames a cada sete dias.

Além do avanço da nova cepa, os protocolos acompanham a diminuição no ritmo de vacinação nos Estados Unidos, que registra uma média móvel de 580 mil doses aplicadas por dia. O número já chegou a mais de três milhões de pessoas vacinadas diariamente em abril. A variante Delta já responde por 91% dos casos no país e o registro de novas infecções vem em alta, com média móvel de 51,9 mil contágios no domingo. O montante é muito menos do que os 250 mil casos registrados por dia em janeiro, mas o governo volta a se preocupar. Cerca de 60 associações de profissionais de saúde assinaram um comunicado pedindo a vacinação obrigatória de todos os funcionários da área. A Liga de Futebol Nacional, a famosa NFL, anunciou que pode punir os times que não apresentarem atestado de vacinação dos jogadores. Os Estados Unidos contam oficialmente mais de 56,% da população com ao menos uma dose e 48% completamente imunizada.

*Com informações da repórter Camila Yunes