OMS: Até 2050, mais de 10 milhões de mortes serão causadas por bactérias resistentes a antibióticos

A resistência ocorre, principalmente, por causa do uso indiscriminado de antibióticos sem receita

  • Por Jovem Pan
  • 24/11/2020 07h14 - Atualizado em 24/11/2020 10h54
Arquivo/AbrOs antibióticos revolucionaram a medicina a partir da década de 1940 e, juntamente com a vacinação, erradicaram muitas doenças

A Semana Mundial do Uso Consciente de Antibióticos tem como foco a importância da higiene das mãos. O hábito de lavar as mãos e o uso de álcool em gel foi amplamente divulgado em todo o mundo por causa do novo coronavírus. No entanto, a higiene correta, além de impedir a transmissão de vírus, também acaba com as bactérias, como explica a infectologista Lessandra Michelin. “Nós carregamos tudo que tocamos e, muitas vezes, bactérias resistentes. Então lavamos as mãos corretamente, colocando o sabão na mão, esfrega em toda superfície, entre os dedos, durante uns 30 segundos. A gente conta até 30 esfregando bem as mãos e depois enxagua”, explica. A Pfizer e a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) estão realizando uma campanha “Todos contra as Bactérias Resistentes”, que terá uma projeção interativa na obra “Mão”, de Oscar Niemeyer, dentro do Memorial da América Latina, em São Paulo. A ideia é conscientizar a população da importância da higiene das mãos para prevenir várias doenças. A população poderá demonstrar seu apoio com as #eucombatoasbacterias e #todomundocontraasbacteriasresistentes.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050, mais de 10 milhões de mortes serão causadas por bactérias resistentes a antibióticos. A resistência ocorre por causa do uso indiscriminado de antibióticos sem receita e também pelo descarte inadequado desses medicamentos. Para a infectologista Lessandra Michelin, o maior problema da resistência das bactérias é a necessidade de internar um paciente para fazer um tratamento que poderia ser feito em casa. “Nós sabemos que há bactérias que já estão muito resistentes a todos os tipos de antibióticos, com picas exceções. Fazendo com que pacientes que tenham infecções por essas bactérias tenham que fazer tratamentos no hospital. Muitas vezes, esses antibiótico são bastante caros, o que faz com que encareça o custo da saúde pública e privada”, explica. Os antibióticos revolucionaram a medicina a partir da década de 1940 e, juntamente com a vacinação, erradicaram muitas doenças.

*Com informações do repórter Victor Moraes