Ônibus intermunicipal de São Paulo terá tecido antiviral contra Covid-19; entenda

O aditivo antiviral aplicado nos fios dos tecidos é produzido com nanotecnologia

  • Por Jovem Pan
  • 29/10/2020 07h07 - Atualizado em 29/10/2020 09h41
Os ônibus foram apresentados na garagem da Viação Osasco, em Carapicuíba

Cinquenta ônibus de linhas gerenciadas pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) na Grande São Paulo terão um tecido antiviral nos bancos, apoios de mãos e catracas para evitar a transmissão do coronavírus. O investimento é de cerca de R$ 7 mil por veículo. Os ônibus foram apresentados na garagem da Viação Osasco, em Carapicuíba. O vice-governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia, disse que a medida é importante para dar segurança aos passageiros que já voltaram a usar o transporte público em grande escala. “É um  estímulo que a gente está dando as concessionárias para que elas façam esse investimento e os passageiros voltem a usar o transporte coletivo. É uma segurança maior e a gente espera que isso possa ser levado para outras regiões da Grande São Paulo.”

As empresas que desenvolveram o projeto investiram mais de R$ 1 milhão. O aditivo antiviral aplicado nos fios dos tecidos é produzido com nanotecnologia capaz de romper a camada de gordura do vírus, impedindo que ele se fixe na superfície como explica o diretor da Chromaliquido, Ricardo Bastos. “Esse tecido antiviral tem as propriedade de neutralizar todos os vírus e matas as bactérias. Estamos hoje muito focamos no Covid-19, mas ele também combate outros vírus e todas as bactérias. Então você tem a proteção para as pessoas que estão usando de ter o revestimento dos bancos tudo antiviral. Além dos bancos, apoios de mãos e catracas, estão desenvolvendo um filtro para o ar-condicionado e uma película para ser colocada nos vidros para evitar a proliferação do vírus”, afirma. Se os testes derem certo, a ideia é que outras concessionarias invistam na compra do revestimento antiviral.

*Com informações do repórter Victor Moraes