Opas critica enfrentamento da pandemia no Brasil e cobra ações contra a Covid-19

Considerando as medidas adotadas ‘insuficientes’, a Organização Pan-Americana da Saúde fez um apelo para que as autoridades brasileiras protejam a população 

  • Por Jovem Pan
  • 18/03/2021 05h26 - Atualizado em 18/03/2021 08h56
CESAR CONVENTI/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOA transmissão do vírus tem acelerado em metade dos países do continente americano

A Organização Pan-Americana da Saúde fez um novo alerta nesta quarta-feira, 17, devido o agravamento da pandemia de coronavírus nas Américas. No centro das atenções está o Brasil, que registra o maior número de novas infecções no continente, além do maior número de mortes diárias no mundo. Esta é a segunda vez em março que a entidade internacional demonstra preocupação com o Brasil. A diretora da Opas, Carissa Etienne, fez um apelo para que as autoridades brasileiras protejam a população. “A situação do Brasil é um alerta de que manter esse vírus sob controle requer atenção contínua das autoridades e líderes de saúde pública para proteger as pessoas e os sistemas de saúde do impacto devastador desse vírus”, afirmou em comunicado. O gerente de Incidentes, Sylvain Aldighieri, diz que as medidas adotadas até o momento foram “insuficientes”, especialmente durante os períodos dos feriados.

A transmissão do vírus tem acelerado em metade dos países do continente americano. Na América do Sul, Uruguai, Equador e Venezuela vivenciam o aumento de casos e o sistema de saúde no Paraguai está beirando o colapso. Já na América do Norte, Estados Unidos e México relatam uma queda de novas internações, mas no Canadá houve uma disparada de infecções entre jovens adultos de 20 a 39 anos. Ao todo, quase 138 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 foram administradas nas Américas até esta quarta-feira. Além do balanço da região, outra orientação foi emitida: a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Oxford/AstraZeneca deve continuar sendo administrada nos países que já a utilizam. A entidade informou que os lotes que foram associadas aos eventos de trombose não vieram para as Américas.

*Com informações da repórter Lívia Fernanda