Osasco vai à Justiça contra determinação estadual para recuo na flexibilização, diz prefeito

Com o retorno para a fase laranja, algumas atividades comerciais devem ser restritas, como funcionamento de academias e salões de beleza

  • Por Jovem Pan
  • 10/08/2020 08h46 - Atualizado em 10/08/2020 09h12
EFE/ Sebastião MoreiraO recuo foi definido para toda a sub-região Oeste, que inclui as cidades de Osasco, Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba

A cidade de Osasco vai à Justiça contra a determinação do governo do Estado de São Paulo de recuo no plano de flexibilização. Rebaixado para a fase laranja na sexta-feira, 07, o município não acatará a decisão e entrou com um pedido de reconsideração da classificação por entender que o rebaixamento é uma determinação que não se aplica ao município, segundo avaliação do prefeito Rogério Lins (Podemos). O recuo foi definido para toda a sub-região Oeste, que inclui as cidades de Osasco, Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba. No entanto, além de Osasco, outros municípios também já se manifestaram contrários ao rebaixamento.

“Na verdade, analisando o Plano São Paulo, que tem uma série de regras, a classificação final de Osasco ficou como amarela. A nossa capacidade do sistema de saúde fica com classificação da fase verde, porque estamos melhor do que o exigido. A nossa nota final é amarela, mas mesmo assim, voltamos para a fase laranja por questão regional, que somam uma série de cidades que fazem parte de um complexo. Como a nossa nota é igual a da capital, a gente quer permanecer na fase amarela, continuando a proteger a vida das pessoas e a empregabilidade em Osasco”, explica Rogério Lins ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan.

Com o retorno para a fase laranja, algumas atividades comerciais devem ser restritas. Academias e salões de beleza deverão ser fechados, bares e restaurantes são proibidos de receber clientes e shoppings terão o horário de funcionamento reduzido. Por isso, os prefeitos da sub-região entendem a determinação trará prejuízos para a retomada econômica. Rogério Lins acredita que, com todos os indicadores de saúde positivos, a classificação deve ser reconsiderada. “Considerando os índices técnicos e epidemiológicos, estamos com números melhores do que o exigido. Temos quase 80% dos respiradores livres, estamos com os menores números de óbitos diários desde o início da pandemia. Todos os indicadores estão decrescentes, estamos priorizando a vida, trabalhando em prol da ciência e, como existem essas dados técnicos e resultados que atingimos 100%, queremos permanecer na fase amarela. A classificação final de Osasco é amarela”, reforça.

Embora reforce os dados positivos, o prefeito de Osasco descarta a possibilidade do retorno de aulas presenciais no município ainda esse ano. Para ele, manter o ensino remoto também é uma forma de proteger os profissionais da educação e as famílias. “As aulas estão acontecendo nas residências das crianças com apostilas e algumas atividades online. A gente tem garantido merenda em casa para 70 mil crianças. A gente tem que proteger a vida da criança, família e dos profissionais da educação também, que somam mais de 100 mil pessoas envolvidas na educação. Então vamos preservar isso o máximo que pudermos”, finaliza.