Pandemia prejudica criação do Aliança pelo Brasil, diz secretário-geral

Admar Gonzaga tem convicção que o partido será formado até o ano que vem

  • Por Jovem Pan
  • 23/07/2020 09h52 - Atualizado em 23/07/2020 10h00
TSEAdmar Gonzaga afirma que desde a constituição da legenda, em dezembro de 2019, já foram coletadas quase 200 mil assinaturas de apoio

A demora para a criação do novo partido Aliança pelo Brasil é uma consequência da pandemia, explica o secretário-geral da legenda, Admar Gonzaga. Segundo ele, o avanço da Covid-19 no país, que levou ao fechamento de cartórios, teria impossibilitado uma atuação mais intensa dos apoiadores e o envio de fichas de candidatura a Justiça. Segundo estimativa, o Aliança pelo Brasil teria recolhido cerca de 16 mil assinaturas de apoio, o que representa apenas 3,2% do necessário para concretizar a agremiação. O secretário, no entanto, garante que a quantidade é bem maior. “Essa demora não foi causada pela nossa falta de empenho, isso ocorre por esse problema que todos estamos vivendo, que é a pandemia. Não é fato que só temos apenas 15 mil, nós temos muito mais do que isso, mas nós temos que lançar essas assinaturas no Tribunal Superior Eleitoral e o sistema tem apresentado falhas. Além disso, também temos que encaminhar essas listas para a Justiça Eleitoral, mas com a pandemia os cartórios eleitorais fecharam as portas e não tem aceitado o recebimento, então isso um fator impeditivo.”

Admar Gonzaga afirma que desde a constituição da legenda, em dezembro de 2019, já foram coletadas quase 200 mil assinaturas de apoio. Segundo ele, o Aliança pelo Brasil teve apenas dois meses para iniciar suas atividades, já que as restrições de isolamento social entraram em vigor em meados de março, o que teria dificultado uma maior adesão de apoiadores. “Nós do Aliança não temos feito contato físico nas ruas em respeito a integridade e saúde das pessoas. Então agora, pelo sistema virtual, as pessoas acessam o nosso site, preenchem suas fichas e assim que o sistema voltar ao normal, faremos o encaminhamento para a Justiça. A nossa militância está muito entusiasmada e nos cobrando essa retomada agora, que está sendo feita com a reabertura que vem acontecendo nos últimos dias.”

A respeito das assinaturas de pessoas falecidas na base de apoio do partido, o secretário-geral diz que, com a pandemia da Covid-19 “lamentavelmente as pessoas estão morrendo”, o que poderia explicar alguns casos registrados. No entanto, ele garante que essa questão também foi enfrentada durante a criação de “todos os outros partidos” e defende que parte dessas assinaturas de falecimentos podem partir de “infiltrados de outros partidos que apresentam títulos eleitorais de outras pessoas para gerar esse tipo de notícia” negativa. “Nós sofremos uma espécie de cavalo de Troia, os adversários estão sendo querendo sabotar alguma coisa”, afirma Admar, que diz ter convicção que o partido será formado até o ano que vem. O secretário afirma que o partido “está empenhado” e ressalta a importância do apoio da bancada evangélica e dos católicos para a construção da legenda. “O Aliança pelo Brasil é apoiado por patriotas, por gente que quer um Brasil diferente com uma política nova, um partido conservador, de direita. O Brasil é conservador, é um país que preserva a família, que quer preservar suas origens, um país religioso e que não compactua com essa política que tem sido praticada e que rouba o sonho das pessoas”, finaliza.