Paris pode adotar novo lockdown de 3 semanas; governo francês critica medida

O porta-voz Gabriel Attal questiona a eficácia da restrição e considera a proposta pesada para os parisienses

  • Por Jovem Pan
  • 27/02/2021 06h40
REUTERS/Charles PlatiauDe acordo com o governo francês, a nova cepa do coronavírus encontrada no Reino Unido é responsável por quase metade das infecções no país

A Prefeitura de Paris pode determinar um novo lockdown de três semanas, diante dos avanços da Covid-19 na capital da França. A proposta foi recebida com ceticismo pelo porta-voz francês, Gabriel Attal, que embora tenha afirmado que a medida será estudada, disse estar em dúvida sobre a eficácia da restrição. Ele considera a proposta extremamente pesada para os parisienses, e, em especial, para os comerciantes da região. Além disso, na avaliação de Attal, não faz sentido ter um bloqueio apenas em Paris, considerando a grande circulação de pessoas pela cidade. 

Ao contrário de alguns países vizinhos, a França resistiu a um novo bloqueio nacional para controlar a propagação do coronavírus e apostou em um toque de recolher noturno, que está em vigor desde 15 de dezembro do ano passado. No entanto, na quinta-feira, 25, o primeiro-ministro francês, Jean Castex, afirmou que, se daqui uma semana as taxas de infecção do coronavírus ainda estiverem subindo, medidas mais rígidas serão implementadas a partir de 06 de março. Segundo com ele, regiões com altos índices de transmissão poderiam ser confinadas aos finais de semana, como já está acontecendo em Nice e Dunquerque.

Na sequência, a prefeitura parisiense propôs um lockdown de três semanas. Dessa forma, seria possível reabrir mais rapidamente empresas, bares, restaurantes e espaços culturais, que estão fechados desde outubro. A prefeita parisiense, Anne Hidalgo, foi criticada por autoridades pela proposta. Ela é acusada de usar a medida de forma eleitoral, para uma possível candidatura presidencial no ano que vem. De acordo com o governo francês, a nova cepa do coronavírus encontrada no Reino Unido é responsável por quase metade das infecções no país.

*Com informações da repórter Nicole Fusco