PEC da prisão em 2ª instância ‘desidratou’ e fica para 2021, admite Fábio Trad

Para o deputado, relator da proposta, a saída de Sergio Moro do governo atrasou o debate

  • Por Jovem Pan
  • 11/12/2020 10h31 - Atualizado em 11/12/2020 10h35
Pablo Valadares/Câmara dos DeputadosO deputado lembra que a prisão em segunda instância vai ajudar a combater a impunidade no país

O relator da PEC da prisão em segunda instância admite que o projeto “desidratou” e vai ficar para 2021. O deputado Fábio Trad declara que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, poderia ter colocado o texto em votação ao longo do ano. Em discurso nesta quinta-feira, 10, o parlamentar do PSD de Mato Grosso do Sul, lembrou que a matéria está pronta desde abril. Fábio Trad avalia que a saída de Sergio Moro do governo atrasou o debate.

“Depois que Moro saiu e o presidente Bolsonaro se afastou dessa pauta, eu não sei o que aconteceu, mas desidratou, e a sociedade parece que perdeu o interesse na aprovação. Mas estamos aqui, o relatório já está pronto desde abril, os trabalhos estão exauridos na comissão escpecial. O que falta? Apenas a autorização do presidente Rodrigo Maia para que possamos impulsionar a PEC da segunda instância”, diz. O deputado lembra que a prisão em segunda instância vai ajudar a combater a impunidade no país, não só nos casos penais. A sessão desta quinta-feira, 10, na Câmara dos Deputados foi uma das últimas do ano e outros parlamentares reclamaram de projetos parados.

*Com informações da repórter Nanny Cox