‘Pelo ambiente, próximas eleições terão as mesmas regras do ano passado’, diz Marcelo Ramos

Vice-presidente da Câmara considera que o voto impresso para 2022 já é um assunto encerrado

  • Por Jovem Pan
  • 13/08/2021 09h55 - Atualizado em 13/08/2021 11h15
Marcelo Camargo/Agência BrasilNesta semana, a Câmara analisou a PEC que tratava do distritão, que foi derrubado, e do retorno das coligações, que deve avançar no Congresso

O deputado federal Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara dos Deputados, acredita que a pauta do voto impresso é uma página virada. “Talvez em outro ambiente, de mais tranquilidade, normalidade institucional, a gente possa falar de mecanismos de auditagem das urnas eletrônicas. O próprio ministro do TSE já anunciou que ampliará as regras de auditagem. Considero que isso é página virada e precisamos nos concentrar em coisas mais urgentes”, declarou. “Não gosto de gastar minha energia com essas coisas. Temos pontos mais urgentes para tratar no país: acelerar vacinação, retomar emprego, garantir programa de transferência de renda para garantir comida na mesa da pessoas. Acho que, pelo ambiente que teremos no ano que vem, teremos as mesmas regras da eleição do ano passado.”

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o parlamentar considerou equivocado que os deputados e senadores possam legislar nas eleições em que eles mesmos vão participar. “Isso precisa ser ajustado”, afirmou. Nesta semana, a Câmara analisou a PEC que tratava do distritão, que foi derrubado, e do retorno das coligações, que deve avançar no Congresso. Ele questiona, no entanto, se o Supremo permitiria essa volta. “As coligações foi o caminho que o plenário da Câmara foi quando percebeu que não teria votos suficientes para o distritão. Tenho dúvidas da postura do STF. O relato que eu tenho é que essas coligações foram extintas no passado porque o Supremo já anunciava que declararia inconstitucional.”