Pfizer fará estudo de eficácia da vacina contra a Covid-19 em cidade do Paraná

Ao todo, quatro mil moradores de Toledo vão participar da pesquisa, que terá duração de um ano; segundo a secretaria de saúde do município, 50% dos habitantes foram imunizados com composto da farmacêutica

  • Por Jovem Pan
  • 07/10/2021 07h07 - Atualizado em 07/10/2021 09h00
FABRÍCIO COSTA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDODe acordo com a secretaria de saúde do município, 98% da população maior de 12 anos está vacinada com a primeira dose

A farmacêutica Pfizer vai realizar uma pesquisa sobre a eficácia da vacina contra a Covid-19 na cidade de Toledo, no interior do Paraná. O estudo deve começar em quatro semanas e será realizado em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e com o Hospital Moinhos de Vento. A previsão é que o acompanhamento dure, aproximadamente, um ano e reúna quatro mil participantes com sintomas da doença, independentemente de estarem ou não com a doença. A ideia é que a UFPR faça o sequenciamento genômico de amostras de todos os testes positivos para conseguir identificar quais variantes estão circulando na cidade e como a vacina responde a elas. Com 143 mil habitantes, Toledo foi escolhida pela posição geográfica. De acordo com a secretaria de saúde do município, 98% da população maior de 12 anos está vacinada com a primeira dose e 56% estão imunizadas com esquema vacinal completo. Dados da secretaria revelam que 50% dos habitantes tomaram a primeira dose da Pfizer.

O cronograma de vacinação em Toledo não será interrompido e seguirá o Plano Nacional de Imunização (PNI), como explica o médico pesquisador do Hospital Moinhos de Vento, Regis Goulart Rosa. “Ele não modifica as políticas de vacinação, as condutas de vacinação da cidade de Toledo. Ele segue o que está sendo implementado pela cidade em conjunto com o PNI”, disse. A secretaria de saúde ressalta que a cidade de Toledo tem uma boa adesão à vacina e que a população demora no máximo uma semana para tomar a segunda dose. O investimento da prefeitura em campanhas pró-vacinação refletem os altos números entre os vacinados.

*Com informações da repórter Camila Yunes