PL quer incluir atividades educacionais na lista de serviços essenciais de São Paulo

Com a criação de creches clandestinas, a vereadora Janaína Lima destaca que o fechamento das escolas criou um ‘mercado irregular’ de educação

  • Por Jovem Pan
  • 08/12/2020 08h09 - Atualizado em 08/12/2020 09h31
Secretaria de Educação de São Paulo / DivulgaçãoEm Santa Catarina, a Assembleia Legislativa, aprovou na semana passada, um projeto de lei que torna essenciais as atividades escolares

Nas últimas semanas, diversos países europeus, voltaram a decretar o “lockdown”, por causa do aumento de infectados pela Covid-19. Com isso, diversos serviços considerados não essenciais, foram obrigados a fechar as portas, enquanto os colégios, permaneceram abertos. Em nova Iorque, mesmo com o aumento de casos as aulas foram retomadas nesta segunda-feira, 7. Na Ásia não foi diferente, a maioria dos países reabriu as escolas e não voltou atrás na decisão. Já o Brasil, a África e alguns países da América Latina, são a exceção global. Segundo relatório da Organização dos países desenvolvidos, o Brasil estava entre os países com mais tempo sem aulas. No Rio de Janeiro, por exemplo, o poder público anunciou que as escolas municipais vão fechar novamente, enquanto os shoppings, seguirão abertos.

Em São Paulo, após a capital paulista e outras regiões , regredirem para a fase amarela, novas medidas restritivas foram estabelecidas. Mas, o governo estadual não alterou o direcionamento para as escolas, que permanecem autorizadas a abrir parcialmente. No entanto, a palavra final deve ser dada pelos municípios. A vereadora Janaína Lima, do partido Novo, protocolou o Projeto de Lei 742/2020, que pretende incluir as atividades educacionais na lista de serviços considerados essenciais no município de São Paulo. “A gente já ultrapassou 250 dias de escolas fechadas sem dar um alternativa para essas crianças. Essas crianças que ainda possuem um computador, internet em casa, de alguma forma está compensando. Agora, as crianças que moram nas áreas de maior vulnerabilidade foram condenadas”, comenta. Ainda, segundo a parlamentar, o fechamento das escolas não gerou apenas prejuízos para a saúde mental das crianças, mas também, econômicos para todo país. “Olha, você pode voltar a trabalhar, mas você não tem onde deixar seus filhos. Então se criou um mercado irregular, ilegal, em que você está criando creches clandestinas sem os devidos cuidados com diretrizes pedagógicas.” Em Santa Catarina, a Assembleia Legislativa, aprovou na semana passada, um projeto de lei que torna essenciais as atividades escolares.

*Com informações da repórter Caterina Achutti