Polícia investiga se falha humana causou acidente que matou 41 pessoas no interior de SP

Em depoimento informal a um policial, o motorista do teria dito que o ônibus estava sem freios

  • Por Jovem Pan
  • 26/11/2020 07h55 - Atualizado em 26/11/2020 10h38
ADEMILSON TICO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOSegundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo, empresa do ônibus, Star Viagem e Turismo, não tinha autorização para operar

A Polícia Civil investiga se uma falha humana teria causado a batida entre um ônibus e um caminhão que deixou mais de 41 mortos em Taguaí, no interior de São Paulo. O motorista do ônibus, de 55 anos, está internado com suspeita de traumatismo craniano e ainda não prestou depoimento. A um policial que o ouviu de maneira informal, ele teria dito que o ônibus estava sem freios. De acordo com a Polícia Militar, este é o maior acidente do ano nas rodovias do estado de São Paulo e o mais grave em duas décadas. A porta-voz da PM de São Paulo, capitão Aline Camargo, disse que a prioridade inicial foi o socorro às vítimas. “Foi prestado todo o socorro disponível na região, acionados reforços de outras áreas. Já sabíamos da gravidade do acidente, uma colisão frontal entre esse ônibus, que transportava funcionários de um empresa têxtil e um caminhão que transportava resíduos orgânicos.”

A empresa do ônibus, Star Viagem e Turismo, não tinha autorização para operar, segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo. O governador João Doria lamentou a tragédia e foi questionado sobre a situação da rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, onde ocorreu o acidente. “Não há ainda identificação clara do que motivou o acidente, isso ainda não está claro. Está sendo investigado. São Paulo é o estado que realiza os maiores investimentos rodoviários do país, seja nos programas de concessão e nos programas de recuperação. É o maior investimento no país de longe”, afirmou. Após um apelo em vista do acidente, o hemocentro de Botucatu registrou um recorde de doações de sangue nesta quarta-feira, 25. Foram 160 doadores em poucas horas, 33% a mais do que a média diária. Quem puder ajudar, o hemocentro continua recebendo doações.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni