Polícia prende dois suspeitos de terem participado de chacina em SP

Segundo informações, uma dívida trabalhista de R$ 70 foi a motivação do crime

  • Por Jovem Pan
  • 04/09/2020 06h22 - Atualizado em 04/09/2020 08h15
WILLIAN MOREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa esclareceu a chacina que deixou quatro pessoas mortas, em 15 de junho, na Zona Leste de São Paulo. Antonio Pereira Villar, de 56 anos, com passagens por disparo de arma de fogo, fraude processual e lesão corporal; e Moisés da Conceição de Almeida, de 54 anos, preso 12 anos por receptação, são acusados pelos crimes. Ambos são vistos nas imagens das câmeras de uma oficina, na avenida Águia de Haia. A polícia conta que uma dívida trabalhista de R$ 70 foi a motivação do crime. O ex-funcionário morreu com dois tiros na cabeça e outras três pessoas que estavam na oficina, também foram executadas.

Villar é dono de uma funilaria e seu alvo era Jairo Cordeiro de Barros, seu ex-funcionário. Jairo também tinha uma oficina na Zona Leste e terminava mais um dia de trabalho quando a dupla encapuzada chegou ao local. Uma das vítimas estava próxima do portão, andava em uma bicicleta e foi o primeiro a ser rendido. A polícia garante que o local foi observado antes pelos criminosos. Na sequência, três pessoas são rendidas enquanto um dos suspeitos procura a quarta vítima, o ex-funcionário Jairo, que estava escondido. Os quatro homens são levados para um porão no subsolo. As imagens das câmeras não mostram as vítimas, mas é possível ouvir uma série de tiros.

A investigação aponta que Moisés da Conceição de Almeida não usou sua arma e estava fora do local da execução. O delegado chefe da Divisão de Homicídios, Marcelo Jacobucci, ressalta que os acusados foram presos em suas residências. Ele explica ainda o perfil de Antonio Pereira Villar, acusado de matar as quatro pessoas. Ele é um psicopata, ele é inteligente, ele é frio, calculista e insensível. Um indivíduo que comete um crime desses e, no outro dia, vai trabalhar normalmente não denota qualquer sendo de humanidade. Então a terminologia que eu caracterizo, neste caso, é psicopata”, disse.  Para a polícia, o cúmplice Moisés afirmou que Villar pretendia matar apenas o ex-funcionário, mas os outros três homens foram executados para não reconhecerem ninguém. As três mulheres desses funcionários estão grávidas. Eles tinham entre 30 a 40 anos. Jairo deixou dois filhos. A polícia pretende levantar os bens de Villar para possível reparação financeira às vítimas.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos