Prefeitura do Guarujá cobra autoridades sobre obras após acidente com navio

Vistoria identificou a necessidade da reconstrução do píer e o atracadouro da travessia de balsas; associação pede abertura de um processo sobre possível contaminação no estuário de Santos

  • Por Jovem Pan
  • 22/06/2021 10h46 - Atualizado em 22/06/2021 15h31
NAIR BUENO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDONavio atingiu duas balsas paradas em manutenção e destruiu o píer destinado ao embarque de ciclistas e pedestres

A prefeitura do Guarujá solicita agilidade ao governo de São Paulo na reconstrução das estruturas destruídas por um navio, no último final de semana. Uma vistoria identificou a necessidade da reconstrução do píer e o atracadouro da travessia de balsas. O prefeito Válter Suman (PSB) coloca que a área é de responsabilidade da Secretaria de Logística e Transportes, do Departamento Hidroviário. O navio Cap San Antonio, de bandeira dinamarquesa, carregado com contêineres, estava no Porto de Santos e tinha como destino o porto de Paranaguá, no Paraná. O presidente da Associação Guarujá Viva, José Manoel Ferreira Gonçalves, solicitou a Cetesb a imediata abertura de processo sobre possível contaminação no estuário de Santos e fez também ofícios ao Ministério Público, Polícia Federal e Capitania dos Portos.

“Foi muito sério, não morreu gente dessa vez, mas poderia ter tido proporções muito graves. Supondo que estivéssemos passando com navio com combustível ou que o navio, na velocidade que estava, tivesse atingido uma balsa repleta de passageiros, carros e pessoas. Teríamos mortes a lamentar. É preciso que a Capitania dos Portos e autoridades da região se interessem nas investigações do que, de fato, aconteceu”, afirmou. O navio atingiu duas balsas paradas em manutenção e destruiu o píer destinado ao embarque de ciclistas e pedestres, além de um atracadouro de veículos. A apuração está a cargo da Marinha, pela Capitania dos Portos. A embarcação deverá permanecer na área para avaliação das condições de segurança. O acidente não impacta as operações do Porto de Santos e a navegação.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos