Presidente de comissão quer votar reforma tributária em 7 de outubro

O presidente do colegiado, o senador Roberto Rocha (PSDB), afirmou que o cronograma está na reta final

  • Por Jovem Pan
  • 03/09/2020 08h19 - Atualizado em 03/09/2020 08h33
Marcello Casal Jr/Agência BrasilA Comissão, que retomou os trabalhos no fim de julho, vai ter mais 3 semanas de audiências públicas com especialistas e representantes de setores interessados

A reforma tributária pode ser votada pela Comissão Mista do Congresso antes do feriado de 12 de outubro. O presidente do colegiado, o senador Roberto Rocha (PSDB), afirmou que o cronograma está na reta final. Segundo ele, a Comissão, que retomou os trabalhos no fim de julho, vai ter mais 3 semanas de audiências públicas com especialistas e representantes de setores interessados. O relator, o deputado Aguinaldo Ribeiro (Progressistas), pretende entregar o parecer até o dia 30 de setembro, quando deve ser lido aos parlamentares. Após um pedido de vista, o texto deve ser votado na semana do dia 7 de outubro, como indica o senador Roberto Rocha: “Nós dois estamos alinhados com os membros da Comissão no sentido de que possamos votar o texto consolidado na primeira quinzena de outubro. Estamos no início de setembro, nossa Comissão foi renovada porque estava com o prazo vencendo.”

O anúncio aconteceu durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para discutir o assunto. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que também participou, criticou o que chama de narrativas erradas que, segundo ele, viriam principalmente do setor empresarial: “Quer dizer então que o cidadão pode pagar a conta na previdenciária? O servidor público pode pagar a conta da previdenciária e da administrativa? O empresário não vai pagar a conta também? Porque alguém vai dizer que o sistema tributário é justo no Brasil? É justo, para alguns poucos.”

Maia voltou a dizer que a reforma tributária é a prioridade número um da Câmara dos Deputados e que é hora dos políticos enfrentarem o tema. Ele também apontou que 85% das empresas no setor de serviços não seriam afetadas pelo texto em tramitação pois estariam inseridas nas regras do Simples.