Projeto ajuda a promover autonomia econômica para refugiadas venezuelanas

Candidatas serão preparadas para o mercado de trabalho através de um curso de assistente de cabeleireiro e treinamento para entrevistas de emprego

  • Por Jovem Pan
  • 26/06/2021 11h42 - Atualizado em 26/06/2021 14h58
Reprodução/Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos O projeto "Beleza Além das Fronteiras" faz parte do movimento global "Virada Feminina"

A venezuelana Brigite Hernandez, de 30 anos, chegou ao Brasil em 2019. Forçada pela grave crise do país de origem, a engenheira elétrica veio em busca de uma nova vida. Ela disse que, por causa da dificuldade  de ingressar no mercado de trabalho em sua área de formação, foi em busca de uma nova alternativa e encontrou. “O curso é muito bom, ensina muitas coisas não só na área da beleza, mas também da humanidade, instituições legais”, conta Brigite. O projeto “Beleza Além das Fronteiras” faz parte do movimento global “Virada Feminina”, em parceria com o poder público, a iniciativa privada e o terceiro setor. Voltado para mulheres migrantes da Venezuela, a iniciativa tem o objetivo de capacitar mulheres para viver a tão sonhada independência financeira em seu novo lar, o Brasil. Inicialmente, 200 mulheres serão beneficiadas pela ação. As candidatas serão preparadas para o mercado de trabalho através de um curso de assistente de cabeleireiro e treinamento para entrevistas de emprego.

Além disso, aquelas que desejarem ter seu próprio negócio terão apoio para abertura do registro como microempreendedor individual. A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, uma das apoiadoras do projeto, lembrou os desafios do poder público que, a pouco mais de 3 anos, interiorizou quase 53 mil refugiados e migrantes venezuelanos. “Eles querem trabalhar, eles querem ser interiorizados. Esse evento aqui hoje é para proporcionar às mulheres venezuelanas uma oportunidade de trabalho. O ‘Beleza Além das Fronteiras’ vem para isso. Para a gente sensibilizar a rede da beleza a absorver essa mão de obra e a cuidar dessas mulheres”, afirma Damares. Para a vice-presidente do Movimento Virada Feminina, Mônica Aguirre Mattar, este é o momento de ajudar as mulheres que confiaram no Brasil , como a sua nova casa. “Nós entendemos que nós podíamos, de alguma forma, contribuir para essas mulheres e capacitá-las para o mercado de beleza. Nós decidimos unir três grandes salões onde damos treinamentos. O intuito é que cada uma dessas meninas saia daqui já empregada”, explica Mônica. O programa conta com o apoio de diferentes órgãos, entre eles a ONU, a Organização Internacional para as Migrações e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional.

*Com informações da repórter Caterina Achutti