‘Queremos que a CoronaVac integre o PNI do Ministério da Saúde’, afirma Gorinchteyn

Secretário estadual de Saúde esteve na manhã desta quinta, 3, no Aeroporto de Guarulhos, para receber insumos da vacina

  • Por Jovem Pan
  • 03/12/2020 10h18 - Atualizado em 03/12/2020 10h19
GOVESP/Divulgação/28.10.2020Segundo com Gorinchteyn, todas essas doses serão somadas às 120 mil que chegaram no último dia 19

O secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que os esforços do governo estadual são para que a CoronaVac integre o Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. “O que nós queremos é que a CoronaVac seja inserida no PNI. Com isso, ela seguirá todas as normativas consolidadas pelo Ministério da Saúde, todos os itens, os grupos de prioridade. Se isso não ocorrer, haverá uma tratativa para avaliar qual seria uma outra condição para que seja utilizada”, disse. Ainda de acordo com ele, as expectativas são de que neste primeiro momento, por se tratar de uma emergência sanitária, as doses sejam disponibilizadas apenas no Sistema Único de Saúde, de modo que todos os brasileiros tenham acesso democrático.

O secretário esteve na manhã desta quinta-feira, 3, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, para receber 600 litros de insumo para produção de um milhão de doses da CoronaVac. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, ele explicou que, nas próximas 48h a 72h, as condições do material vão ser avaliadas para prosseguir com a produção e envase da vacina e garantir que a qualidade está garantida. Ele estava acompanhado do governador, João Doria, e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

Segundo com Gorinchteyn, todas essas doses serão somadas às 120 mil que chegaram no último dia 19. Elas aguardam os dados de eficácia da vacina do Instituto Butantan com o laboratório Sinovac para poderem ser aplicadas na população. “Nós tivemos, a pouco mais de 10 dias, a abertura dos trabalhos. Eles estão sendo analisados por um Comitê Científico internacional e independente. Não tem a ver com o Butantan, com a Sinovac ou algum centro de pesquisa. Isso dá credibilidade e isenção”, garantiu. A segurança dá CoronaVac já foi testada nas fases 1 e 2 de testes. Agora, apenas a capacidade de proteger contra a Covid-19 no dia-a-dia ainda não foi comprovada.