Rodrigo Maia diz que ministro Eduardo Pazuello ‘é um desastre’

Presidente da Câmara questionou capacidade de logística do militar para a área de Saúde

  • Por Jovem Pan
  • 17/12/2020 09h08
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDORodrigo Maia destacou a dificuldade dos militares na relação com a política; Pazuello seria maior exemplo

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, classificou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, como um “desastre” para o país e para o próprio governo. Em um café com jornalistas na Residência Oficial, ele questionou a capacidade de logística do militar para a área de Saúde, dizendo que Pazuello ainda não apresentou nada organizado para a vacinação. Rodrigo Maia destacou a dificuldade dos militares na relação com a política. Para ele, o ministro é o maior exemplo disso no momento. “Nosso maior problema hoje em relação a questão de um militar é o ministro da Saúde, que se perdeu na gestão do Ministério. Além de prejudicar muito a imagem do Exército, ele pode comprometer muito com essa falta de organização e incompetência.”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também foi alvo do presidente da Câmara, que vê um “enfraquecimento” dele dentro do governo. Na visão de Maia, o governo tenta evitar a votação de projetos que resultem em cortes de despesas para evitar o desgaste, enquanto estaria ganhando força a ideia de flexibilização do teto e a expansão dos gastos. Segundo o deputado, isso dificulta o avanço das reformas. “Eu acho que o Paulo Guedes, infelizmente, pelas políticas que representa, ele está enfraquecido.”

Porém, Rodrigo Maia diz que continua com esperanças de votar, ainda em 2020, a reforma tributária. Ele busca, com aliados e com o governo, chegar a um texto até o fim desta semana para, na próxima, analisar em plenário. O presidente da Câmara avalia que o governo tem resistência à proposta original, vinda da própria Casa, e prefere que seja votado o projeto enviado pelo ministro Paulo Guedes. “O governo sempre teve muita restrição à PEC 45, pelo o que eu sei é porque é patrocinada por mim. Mas não estou preocupado com patrocínio de PEC ou projeto.”

Enquanto isso, o grupo político de Rodrigo Maia segue sem definir quem será o candidato à presidência da Câmara contra o deputado Arthur Lira (PP) que é apoiado pelo governo. A disputa está entre Aguinaldo Ribeiro (PP) e Baleia Rossi (MDB). A estratégia do bloco é primeiro buscar o apoio do maior número possível de partidos e depois, escolher um nome. Para isso, investe na oposição. Alguns partidos de centro-esquerda, como o PDT e o PSB, já indicaram apoio ao candidato de Maia.

*Com informações do repórter Levy Guimarães