São Paulo pode ficar até 6ºC mais quente até 2050, segundo Cetesb
Um estudo recente do Instituto Geológico e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) revela que o Estado de São Paulo pode enfrentar um aumento de temperatura de até 6 °C até 2050. A pesquisa, que comparou dados climáticos das décadas de 1960 e 1990 com projeções futuras, destaca que as regiões mais afastadas do Oceano Atlântico, como o norte e noroeste do estado, serão as mais afetadas. Em contraste, o litoral paulista, incluindo a Baixada Santista e o litoral norte, pode experimentar uma variação de temperatura entre 0,5 e 1,5 graus Celsius. O estudo apresenta dois cenários distintos: um otimista e outro pessimista. No cenário otimista, há uma redução nas emissões de CO2, diminuição das áreas de cultivo e menor consumo de combustíveis fósseis, como petróleo e gás natural, além da implementação de políticas climáticas mais rigorosas. Já o cenário pessimista prevê o oposto, como o aumento das emissões de CO2, expansão das áreas agrícolas e alta demanda por combustíveis fósseis.
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Segundo uma pesquisadora entrevistada pelo repórter da Jovem Pan, Anthony Wells, a humanidade está mais próxima do cenário negativo, o que pode resultar em eventos climáticos extremos, como deslizamentos de terra e inundações, especialmente no litoral, além de um aumento no risco de morte para grupos vulneráveis, como idosos e crianças. Especialistas enfatizam a necessidade de medidas governamentais mais eficazes para combater as mudanças climáticas. Eles sugerem a expansão de pesquisas que orientem políticas públicas voltadas para a sustentabilidade. Em resposta, o governo estadual afirmou, por meio de uma nota, seu compromisso com a sustentabilidade e mencionou programas voltados para o equilíbrio ambiental no território paulista.
Publicado por Luisa Cardoso
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