Saúde alerta que 1,5 milhão de pessoas não tomaram 2ª dose da vacina

Ministério ressalta que apenas a primeira aplicação não garante imunidade contra a Covid-19

  • Por Jovem Pan
  • 14/04/2021 06h44 - Atualizado em 14/04/2021 10h04
Ulan/Pool / Latin America News Agency via Reuters ConnectO objetivo do ministério da Saúde é tentar entender as causas do atraso para a segunda aplicação

Ao menos 1,5 milhão de pessoas não voltaram aos postos de imunização para tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19. Por isso, o Ministério da Saúde alerta que apenas a primeira aplicação não garante imunidade. Para ter a maior proteção possível, a orientação é que mesmo fora do prazo é preciso tomar a segunda dose. No caso da CoronaVac, a recomendação é que a segunda dose seja aplicada 28 dias após a primeira, enquanto para imunizados com a vacina de Oxford o período entre as aplicações é de três meses. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, voltou a ressaltar a importância da vacinação. “Se eles não tomarem tempestivamente, eles não serão adequadamente imunizados. A cada lote que é distribuído, o PNI emite uma nota técnica. Por exemplo, quando é necessário guardar [vacina] da segunda dose, essa recomendação é feita.”

O objetivo do ministério da Saúde é tentar entender as causas do atraso para a segunda aplicação.  Entre as hipóteses levantadas pelos Estados estão, por exemplo, casos de idosos que moram sozinhos e esqueceram do prazo, problemas de locomoção e dependência de terceiros. Com base nisso, a ideia é discutir o assunto de forma mais aprofundada. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem a capacidade de aplicar 2,4 milhões de vacinas por dia. O ministro da Saúde, no entanto, admite que não há como prever quando será possível atingir essa velocidade de vacinação.

Marcelo Queiroga também anunciou a intenção de fazer uma espécie de protocolo sanitário contra a Covid-19 em transportes públicos. A ideia é apresentar um manual orientando população e gestores. Em tom de reclamação, ele afirmou ainda que a pasta da Saúde virou um grande almoxarifado onde prefeitos e governadores pedem remédios, oxigênio, kits de intubação, habilitação de leitos e a instalação de hospitais de campanha. Por último, o ministro garantiu ainda que não está preocupado com o orçamento. Ele explicou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, já garantiu que não faltarão recursos, seja para ações, seja para vacinas.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin