Tentando evitar CPI, Pazuello fala ao Senado sobre atrasos em vacinação e crise no Amazonas nesta quinta

Ministro será perguntado também sobre o custeio de UTI e hospitais de campanha

  • Por Jovem Pan
  • 11/02/2021 08h26
EFE / Fabio MottaEm Brasília, senadores ainda aprovaram na quarta-feira, 10, um projeto com regras para desativação de hospitais de campanha

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, vai ao Senado nesta quinta-feira, 11, atendendo o convite de parlamentares para esclarecer dúvidas, necessidades e ações para o enfrentamento da pandemia de coronavírus no país. O presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco, disse que a presença de Pazuello será importante para decidir sobre a necessidade de abertura da CPI da Covid-19. Pazuello será perguntado sobre a situação crítica da saúde em Manaus, entre outros assuntos — como o Programa Nacional de Imunização e até mesmo custeio de UTI e hospitais de campanha.

O governo do Estado de São Paulo informou que Procuradoria-Geral do Estado ingressou com ação no STF para que o Ministério da Saúde volte a custear 3.258 leitos de UTI que deixaram de ser pagos pelo governo federal neste ano. A procuradora-geral do Estado, Lia Porto Corona, explicou que a ação se baseia no entendimento que compete à União promover e planejar, em caráter permanente, e zelar pela saúde de todos os brasileiros. “A partir do momento que a União deixa de prestar esse auxílio, o custeio desses leitos fica apenas com estados e municípios. Então, depois de reiteradas as tratativas administrativas, documentos que constam nessa ação que nós ajuizamos nesta manhã, nós não tivemos outra alternativa senão recorrer ao Supremo Tribunal Federal.”

Em Brasília, senadores ainda aprovaram na quarta-feira, 10, um projeto com regras para desativação de hospitais de campanha. Segundo o texto, os hospitais só poderão ser desmontados quando se houver leitos disponíveis ou quando mais de 70% da população estiver vacinada. A proposta foi relatada por Marcelo Castro e segue para a Câmara dos Deputados. A ideia dos defensores da pauta é que os hospitais de campanha ajudem a desafogar a rede pública de saúde. Unidades como essas foram montadas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal e outras localidades em 2020. No entanto, várias estruturas já foram desmontadas.

*Com informações do repórter Fernando Martins