Vacinação contra a gripe começa em 12 de abril; conheça os grupos prioritários

Campanha deve acontecer até 9 de julho na rede pública de saúde; clínicas reforçam estoques para atender demanda na rede particular

  • Por Jovem Pan
  • 28/03/2021 10h39
EFE/EPA/Bagus Indahono/ArchivoEm 2020, as clínicas privadas foram responsáveis por aplicar mais de 7 milhões de doses da vacina

Embora todas as atenções estejam voltadas para a campanha de vacinação contra a Covid-19, especialistas alertam que não é hora de deixar de lado a preocupação com outras doenças importantes, especialmente as respiratórias. Na rede pública, o início da campanha nacional de vacinação contra a gripe para os grupos prioritários será no dia 12 de abril, com duração até 9 de julho. Devem comparecer aos postos de saúde crianças entre 6 meses e 6 anos, gestantes, mulheres com filhos até 40 dias, povos indígenas e trabalhadores da saúde. Em seguida, será a vez dos idosos, que estão sendo vacinados contra a a Covid-19.

A médica infectologista, Luciana Rodrigues, ressalta que por falta de mais estudos, não é indicada a aplicação de doses contra a Coronavírus e a Influenza ao mesmo tempo. “São duas vacinas de vírus inativo, teoricamente, não teria alteração da resposta imunogênica. Mas como nunca foi feito nenhum estudo com a coadministração das suas vacinas, a gente não tem a menor ideia. Então para a não influenciar a resposta imunogênica de uma vacina com a outra, para não ter essa dúvida, foi orientado que as duas vacinações sejam feitas com pelo menos 15 dias de intervalo”, relata. A previsão do Ministério da Saúde é que, até o fim da campanha de vacinação, mais de 79 milhões de brasileiros sejam imunizados na rede pública. No entanto, em tempos de pandemia, há quem opte por não esperar e queira ganhar tempo garantindo a vacina na rede privada. Pensando nisso, diversas clínicas já estão reforçando o estoque de imunizantes para atender à demanda.

O diretor da Associação Brasileira de Clínicas de Vacina, Marcos Tendler, ressalta a importância da cooperação entre setores público e privado para evitar que mais brasileiros busquem os hospitais em um momento em que o sistema de saúde está sobrecarregado. “Ao longo dos últimos 40 e poucos anos, o mercado privado sempre coexistiu com a vacinação pública no Brasil, atuando de forma complementar e de forma auxiliar o governo brasileiro a atingir as metas de vacinação, seja pela capilaridade e alcance das clínicas, seja ofertando vacinas para outros grupos que não são prioritários, como a da gripe”, diz. Em 2020, as clínicas privadas foram responsáveis por aplicar mais de 7 milhões de doses e, para este ano, a expectativa é ainda maior, uma vez que há mais ofertas de imunizantes.

*Com informações da repórter Letícia Santini